O Supremo Tribunal Federal (STF) vai retomar, na próxima quarta-feira, 10, a regulação das redes sociais no país. O julgamento foi pautado pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin.
Na oportunidade, os magistrados vão analisar recursos apresentados por empresas de tecnologia e entidades da sociedade civil contra a decisão de 2025 que ampliou a responsabilização das redes sociais e demais provedores por conteúdos publicados por usuários.
Até então, a regra estabelecia que plataformas só poderiam ser responsabilizadas por conteúdos de terceiros caso descumprissem uma ordem judicial específica para remoção da publicação.
Contudo, ao concluir o julgamento, o STF entendeu que esse modelo não oferece proteção suficiente a direitos fundamentais e passou a admitir hipóteses de responsabilização mesmo sem decisão prévia da Justiça.
Esta será a primeira oportunidade para que o tribunal esclareça pontos da tese aprovada no ano passado, quando os ministros declararam parcialmente inconstitucional o artigo 19 do Marco Civil da Internet.
Empresas como Google e Meta, além de associações do setor, apresentaram recursos em que pedem esclarecimentos sobre os critérios para remoção de conteúdo, a definição dos deveres de monitoramento das plataformas, os efeitos da decisão para casos já em andamento e a fixação de um prazo para adaptação às novas exigências.
As empresas também alegam risco de insegurança jurídica e de remoções excessivas de conteúdo diante das novas obrigações impostas pelo Supremo.
A análise ocorre em um momento em que o debate sobre a regulação das redes sociais voltou ao centro das discussões entre Judiciário, Congresso e Executivo.
Ministérios Guilherme Boulos e deputados do MDB disputam ministério de peso no governo Lula
Maioridade penal Após pedido de Lula, Alcolumbre barra votação imediata de PEC da Maioridade
Proposta Entenda a diferença entre o voto proporcional e o voto distrital misto
Mudanças Da atuação das polícias ao combate às facções: entenda o que muda com a PEC da Segurança
Bets Padilha defende proibição das bets e cita impacto no SUS
PEC da Segurança Entenda a PEC da Segurança Pública que prevê penas mais rígidas para faccionados e milicianos e novas atribuições para PF 
Mín. 22° Máx. 38°
Mín. 21° Máx. 39°
Tempo limpoMín. 22° Máx. 38°
Tempo limpo


