O senador Jaques Wagner afirmou que espera que o Senado Federal aprove com rapidez a proposta que põe fim à escala de trabalho 6x1, após a aprovação da medida pela Câmara dos Deputados na última quarta-feira. Segundo o parlamentar, a mudança representa uma “vitória civilizatória” e garante mais qualidade de vida aos trabalhadores brasileiros.
Durante entrevista, Wagner destacou que o Senado deve ouvir “a voz das ruas” e seguir a decisão tomada pelos deputados federais. Para ele, o atual modelo de seis dias de trabalho para apenas um de descanso é desgastante e precisa ser substituído por um formato mais equilibrado, como o sistema 5x2. “O trabalho dignifica o ser humano, mas não pode escravizar”, afirmou o senador. Segundo ele, os trabalhadores também precisam de tempo para convivência familiar, prática religiosa, lazer, esporte e cultura.
Jaques Wagner rebateu críticas de setores empresariais que apontam possíveis prejuízos econômicos com a redução da jornada semanal. Ele lembrou que medidas trabalhistas históricas, como a criação do salário mínimo e os reajustes reais implementados nos governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também enfrentaram resistência no passado. “Quanto mais dinheiro e mais tempo na mão da população, mais o mercado circula, mais o comércio cresce”, declarou.
O senador ainda afirmou que a mudança na jornada não provocará paralisação das atividades econômicas e defendeu que muitos trabalhadores poderão complementar a renda com horas extras ou outras atividades, caso desejem.
Ao comparar diferentes categorias profissionais, Wagner questionou por que trabalhadores do comércio e outros setores ainda precisam cumprir jornadas mais extensas, enquanto profissionais de escritório já atuam majoritariamente no modelo 5x2.
Relação entre Lula e Donald Trump
Jaques Wagner também comentou o encontro entre o presidente Lula e o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo ele, a reunião demonstrou o respeito internacional conquistado pelo Brasil sob a liderança de Lula.
O senador afirmou que Lula foi recebido oficialmente e permaneceu cerca de três horas em diálogo com Trump, discutindo questões comerciais e diplomáticas entre os dois países.
Wagner criticou as sobretaxas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, classificando a medida como injusta, e destacou que o Brasil respondeu ampliando mercados internacionais e abrindo novas frentes comerciais. “O presidente Lula não abaixou a cabeça. Foi buscar novos mercados e o Brasil terminou o ano com crescimento nas exportações”, disse.
Segundo o senador, Lula tem recuperado o protagonismo internacional do Brasil em negociações globais e encontros entre chefes de Estado.
Críticas a Flávio Bolsonaro
Na entrevista, Jaques Wagner também criticou o senador Flávio Bolsonaro ao comentar sua viagem aos Estados Unidos e a relação com o empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master.
O parlamentar questionou declarações dadas por Flávio Bolsonaro sobre o empresário e citou contradições envolvendo encontros e pedidos de recursos financeiros. Wagner afirmou que os fatos têm sido revelados pela imprensa e disse acreditar que as informações acabam enfraquecendo politicamente o senador.
Ao final, Jaques Wagner reforçou que seguirá defendendo o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin, o governador da Bahia Jerônimo Rodrigues e lideranças políticas alinhadas ao governo federal e estadual.
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