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Política Eleições 2026

Disputa de 2022 mantém legado sobre eleições e molda confrontos na Bahia e no Brasil

As articulações políticas e os resultados costumam deixar um “patrimônio” para os futuros embates eletivos, o que pode interferir de maneira decisiva no resultado das próximas eleições — ou não.

16/07/2026 07h25
Por: Karoliny Dias Fonte: A Tarde
Foto: Divulgação / A Tarde
Foto: Divulgação / A Tarde

As eleições brasileiras funcionam como uma “cadeia de retroalimentação”, na qual o pleito estadual-federal influencia as disputas eleitorais municipais e vice-versa. As articulações políticas e os resultados costumam deixar um “patrimônio” para os futuros embates eletivos, o que pode interferir de maneira decisiva no resultado das próximas eleições — ou não. Afinal, na política tudo pode acontecer, inclusive nada.

No cenário baiano, apesar da revanche entre ACM Neto (União Brasil) e Jerônimo Rodrigues (PT), a herança de 2022 traz novos contextos para a disputa, com a nítida avaliação de “correção de erros” da campanha anterior. Ampliando para o plano nacional, também há um déjà-vu com algumas diferenças cruciais: o presidente Lula (PT) está novamente na disputa, mas, desta vez, enfrenta o filho de seu ex-adversário, o senador Flávio Bolsonaro.

Pensando nisso, o portal realizou uma análise do patrimônio político de 2022 e sua possível interferência nas eleições deste ano. A reportagem se aprofundou sobre os favoritos ao Palácio de Ondina, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), além de traçar o panorama no cenário nacional.

A disputa estadual

Em 2022, ACM Neto chegou com grande força após deixar a Prefeitura de Salvador com alta aprovação e eleger seu sucessor e então vice-prefeito, Bruno Reis (União Brasil), com 64,20% dos votos válidos em 2020. Nas pesquisas, inclusive, Neto liderou as intenções de voto durante a maior parte do ano, sendo ultrapassado apenas em setembro, conforme as sondagens realizadas pela AtlasIntel — a única que acertou o resultado na época.

De acordo com o livro “A eleição que não terminou: A disputa histórica pelo governo da Bahia em 2022”, escrito pelos jornalistas Victor Pinto, Rodrigo Daniel e Victor Hugo Soares, que faz uma análise política do pleito, Neto representou a primeira ameaça real à era PT na Bahia, mas esbarrou em fatores como a nacionalização da eleição. Isso demonstrou a força de Lula no estado diante do "tanto faz" apresentado pelo ex-prefeito em relação aos presidenciáveis da época.

“A eleição de 2022 foi, de longe, a que parecia encerrar a era do PT na Bahia. Ninguém sabe ao certo inferir o que levou a eleição a seguir um rumo que não o mais óbvio. Se o ‘tanto faz’ de ACM Neto, que, numa sinuca de bico, tentou mostrar que ao eleitor que o pleito não seria nacionalizado e polarizado entre lulistas e bolsonarista ou a força de Lula que empurrou o desconhecido Jerônimo Rodrigues para os braços do povo”, diz trecho do livro.

O governo

Anunciado como candidato ao governo do estado em 2022, Jerônimo Rodrigues não é mais uma novidade para o eleitorado baiano. O antes desconhecido agora é considerado um dos governadores que mais percorreu a Bahia em toda a história, tendo realizado entregas administrativas importantes antes do período de vedação eleitoral.

Para este ano, Jerônimo é considerado favorito para renovar seu mandato à frente do Executivo estadual. A campanha do gestor aponta que sua base aliada pelo interior tem crescido constantemente e já ultrapassou a marca de 350 prefeitos em todos os territórios de identidade do estado.

Além do crescimento com políticos do interior, o governador pode ostentar a manutenção de alguns dos principais pilares que fizeram parte da corrida eleitoral em 2022, como a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) e o PSD, do senador Otto Alencar, além de ter atraído o PDT e fortalecido a aliança com o Avante.

Contragolpe

Nos primeiros meses de 2022, o governo do estado, liderado na época por Rui Costa (PT), perdeu um dos pilares de sua gestão com o rompimento do Progressistas, capitaneado pelo então vice-governante João Leão. Em contrapartida, no final de março daquele ano, a gestão estadual surpreendeu ao anunciar o presidente da Câmara de Salvador, Geraldo Júnior (MDB), como pré-candidato a vice-governador.

Desde então, o MDB aumentou de forma expressiva sua influência ao redor do estado. O partido viu sua quantidade de prefeitos baianos saltar de 12 em 2020 para 32, registrando um crescimento de 166%. Para este ano, o posto de Geraldo Júnior e a aliança com o partido foram mantidos na chapa majoritária.

Ainda dentro dos contragolpes de articulação, o governo ganhou o reforço do PDT, liderado na Bahia pelo deputado federal Félix Mendonça Júnior. O partido migrou para a base governista em maio do ano passado e, segundo o parlamentar, a decisão contou com o apoio massivo dos prefeitos filiados à legenda.

Avante reforçado

O racha interno do PP que resultou na migração de Ronaldo Carletto para o Avante deu ao governo uma nova e fortalecida aliança. Após deixar o Progressistas, o ex-deputado federal iniciou a recepção de seus aliados egressos do antigo partido e estreitou os laços com o governo estadual, o que rendeu ao Avante a posição de segunda sigla com mais prefeituras na Bahia, somando 60 gestores municipais.

O partido deve ser um dos grandes diferenciais a favor de Jerônimo Rodrigues, refletindo o resultado expressivo no pleito municipal anterior. Além disso, na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), a sigla acolheu deputados que antes apoiavam ACM Neto, a exemplo de Luciano Araújo e Vitor Azevedo, consolidando uma das maiores bancadas da Casa Legislativa.

Jerônimo com lideranças da base aliada, como Ronaldo Carletto e Félix Mendonça Jr.Jerônimo com lideranças da base aliada, como Ronaldo Carletto e Félix Mendonça Jr. - Foto: Reprodução | Redes Sociais

Atenção às grandes cidades

Apesar da campanha vitoriosa em 2022, os articuladores governistas reconheceram erros no percurso eleitoral, como a necessidade de dar uma atenção especial às grandes cidades. Na última eleição para o governo, ACM Neto venceu em quatro dos cinco maiores municípios da Bahia, acendendo o sinal de alerta para a disputa deste ano.

Recentemente, o governador Jerônimo Rodrigues realizou duas agendas focadas em Salvador. A primeira reuniu pré-candidatos a deputado estadual e federal dos partidos aliados. Segundo revelou uma liderança do governo à reportagem, o encontro serviu exclusivamente para o alinhamento do discurso e posicionamento da campanha para a capital baiana.

“O encontro foi sobre Salvador! Posicionamento da campanha em Salvador! Mostrar o que fizemos e que Bruno [Reis] precisa fazer”, disse o interlocutor.

A segunda reunião de trabalho tratou de mais uma edição do Programa de Governo Participativo (PGP) em Salvador. Na ocasião, Jerônimo também lançou os Comitês Populares da campanha do presidente Lula. A agenda contou com a presença do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, e do presidente nacional do PT, Edinho Silva.

Força de Lula e o puro-sangue

Com a eleição polarizada mais uma vez, o prestígio de Lula deve ser, novamente, um fator decisivo para o pleito na Bahia. Conforme o último levantamento divulgado pela AtlasIntel, o presidente lidera os cenários locais e venceria Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno por 48,8% contra 42,3%.

Jerônimo aposta em aliança com LulaJerônimo aposta em aliança com Lula - Foto: Matheus Landim | GOVBA

Além do peso político de Lula, a chapa de Jerônimo conta com a formação de uma composição "puro-sangue" petista, tendo as candidaturas dos ex-governadores Jaques Wagner e Rui Costa para o Senado. Ao lançar dois nomes de peso histórico para a Casa Alta do Congresso, o governador monta uma chapa fortalecida que pode impulsionar seu desempenho eleitoral.

Cabe destacar, porém, que a estratégia de chapas de partido único para o Senado não é garantia de sucesso histórico. Em 2006, quando Paulo Souto concorreu à reeleição pelo PFL, foram lançados os nomes correligionários de Rodolpho Tourinho e Eraldo Tinoco para o cargo. Naquela ocasião, além da derrota de Souto para Jaques Wagner, a chapa ao Senado não obteve êxito e viu João Durval, então no PDT, ser eleito.

A oposição

Em março de 2022, o Progressistas (PP) rompeu com o governo do estado após 14 anos de aliança contínua. A migração da legenda para o bloco de oposição, inclusive, foi apontada como o principal fator que consolidaria o favoritismo de ACM Neto na eleição. Naquele período, o PP ostentava a segunda maior fatia de prefeituras baianas, com 92 gestores, e era considerado um pilar da sustentação petista.

Em artigo publicado em março de 2022 e integrado ao livro sobre aquela eleição, Rodrigo Daniel apontou que, ao retirar uma das fortificações do adversário, Neto conseguiu igualar as forças políticas em jogo.

ACM Neto e João Leão formaram aliança em 2022ACM Neto e João Leão formaram aliança em 2022 - Foto: Reprodução | Instagram

“Quatro anos depois, Neto consegue retirar uma das fortificações do adversário — João Leão — e igualar a força política. O ex-prefeito soteropolitano, que já era um candidato competitivo, pôs um pé no Palácio do Planalto com a vinda do PP para seu grupo político”, afirma Daniel no artigo.

Apesar da derrota do grupo oposicionista naquele pleito, a aliança de ACM Neto com o PP se manteve firme. Atualmente, a legenda forma uma federação partidária com o partido de Neto, dando origem à federação União-Progressistas. Contudo, a sigla já não dispõe da mesma força municipalista de antes, vendo seu número de prefeitos encolher de 92 para 41 neste ano, sendo que parte desses gestores já atua alinhada ao campo político do governador.

Chegada do PL

Após embates ríspidos durante os debates da última eleição estadual, ACM Neto e o presidente do PL na Bahia, João Roma, reataram relações políticas. O ex-ministro bolsonarista, inclusive, consolidou sua posição como pré-candidato ao Senado na chapa da oposição.

No cenário municipal, a legenda conta atualmente com apenas uma prefeitura sob seu comando direto no estado, sob a gestão de Jânio Natal na cidade de Porto Seguro, mas desponta com robusto fundo eleitoral e tempo de televisão.

Em 2022, Roma disputou o governo estadual e angariou 9,08% dos votos válidos no primeiro turno. Na etapa final da eleição, ele evitou declarar apoio formal a ACM Neto, condicionando a aliança a uma declaração explícita de voto do ex-prefeito em Jair Bolsonaro, o que acabou não ocorrendo na época.

Palanque nacional

Um dos erros da campanha de 2022 que a oposição busca corrigir em 2026 é o posicionamento em relação à disputa pela Presidência da República. Enquanto na última eleição o ex-prefeito de Salvador evitou cravar apoio a Lula para não perder votos bolsonaristas, e também evitou se alinhar a Jair Bolsonaro para não afastar eleitores lulistas, tudo indica que ele caminhará com o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD).

Caiado lançou candidatura em Salvador em evento com ACM NetoCaiado lançou candidatura em Salvador em evento com ACM Neto - Foto: Reprodução | União Brasil

Conforme informações obtidas pela reportagem do portal A TARDE com interlocutores da oposição, Neto também deve adotar uma postura de evitar críticas diretas ao presidente petista neste ano.

A intenção estratégica é permitir o voto casado de seus apoiadores em Lula, visto que o candidato do União Brasil depende dos votos de eleitores que possuem afinidade com o presidente. Vale destacar que a Bahia foi um fator determinante no resultado nacional em 2022, destinando 72,12% dos votos válidos a Lula.

Vice com força e foco no interior

Neto também alterou sua estratégia na escolha de seu companheiro de chapa. Na eleição de 2022, a definição da vaga de vice surpreendeu o meio político com o anúncio de Ana Coelho, CEO do Grupo Aratu, filiada ao Republicanos. Embora fosse conhecida no meio empresarial e carregasse um sobrenome de peso político por ser sobrinha do ex-governador Nilo Coelho, sua presença acabou agregando pouco eleitoralmente na campanha que saiu derrotada.

Para esta disputa, a oposição investiu na indicação do prefeito de Jequié, Zé Cocá, que também presidiu a União dos Municípios da Bahia (UPB). O objetivo, conforme o próprio ACM Neto salientou em declarações públicas, é fortalecer e capilarizar a presença da chapa no interior do estado.

Além disso, o grupo garantiu uma mudança importante para a disputa do Senado com a atração do senador Angelo Coronel (PSD) para o campo da oposição. O parlamentar rompeu com a base governista após ver seu pleito de reeleição preterido em detrimento da indicação de Rui Costa para a Casa Alta do Congresso Nacional. Coronel é uma liderança de perfil municipalista e reforça a promessa de ACM Neto de intensificar a campanha no interior baiano.

Disputa nacional

Se a Bahia reedita a disputa entre Jerônimo Rodrigues e ACM Neto, a corrida pelo Palácio do Planalto também preserva o principal eixo político que marcou as eleições de 2022, ainda que com personagens diferentes. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva busca a reeleição embalado pela estrutura da coalizão que o levou de volta ao poder há quatro anos.

Do outro lado, o bolsonarismo tenta manter vivo o capital eleitoral construído por Jair Bolsonaro, agora representado por seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, escolhido para herdar o espólio político do ex-presidente.

O patrimônio de Lula

Na comparação entre os dois pleitos, o principal patrimônio preservado por Lula é justamente sua ampla frente de alianças. Em 2022, a campanha petista foi construída sobre uma coalizão que extrapolava a esquerda tradicional, reunindo partidos de centro e setores historicamente adversários do PT.

Embora algumas legendas tenham adotado posições independentes ao longo do mandato, a espinha dorsal da base governista foi mantida e continua servindo de sustentação à candidatura presidencial. A estratégia permanece semelhante: ampliar o diálogo para além do eleitorado petista, buscar apoio de lideranças regionais e transformar a eleição em uma disputa entre a continuidade do governo e o retorno do bolsonarismo.

No momento, Lula tem enfrentado dificuldades em negociar com o centrão para avançar com pautas de interesse do governo no Congresso Nacional. O governo chegou a incorporar o União Brasil em sua gestão, mas viu a aliança ruir após a formação da Federação União-Progressista.

Reconstrução ainda cola?

Ao mesmo tempo, a campanha de Lula também enfrenta diferenças em relação à disputa anterior. Em 2022, o petista reunia o discurso de reconstrução institucional após quatro anos de governo Bolsonaro.

Agora, concorre como governo, tendo de defender sua gestão enquanto administra o desgaste natural de quem busca permanecer no poder. Ainda assim, pesquisas divulgadas durante a pré-campanha indicam que a polarização permanece como principal característica da disputa, repetindo a lógica observada no último pleito presidencial.

Aliança entre Lula e Alckmin demonstra ampliação do diálogoAliança entre Lula e Alckmin demonstra ampliação do diálogo - Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom | Agência Brasil

O espólio de Bolsonaro

No campo da direita, entretanto, o cenário apresenta diferenças significativas em relação a 2022. Se há quatro anos Jair Bolsonaro disputava a reeleição ocupando a Presidência da República e exercendo influência direta sobre partidos aliados, agora o PL precisa reorganizar seu projeto nacional sem seu principal líder nas urnas.

A escolha de Flávio Bolsonaro representa uma tentativa de preservar a identidade do bolsonarismo, mas também expõe um desafio: transformar a força eleitoral de Jair Bolsonaro em transferência efetiva de votos para um novo candidato. Além disso, resolver impasses criados dentro do próprio partido, ou melhor, da própria família.

Essa transição também alterou o mapa das alianças. Parte dos partidos que integravam informalmente a órbita bolsonarista em 2022 passou a adotar uma postura mais pragmática, priorizando negociações regionais e demonstrando menor disposição para uma adesão automática ao projeto do PL.

Destaca-se que o partido continua sendo a principal força de oposição ao governo federal e preserva uma das maiores bancadas do Congresso Nacional, mas convive com a necessidade de equilibrar a fidelidade ao legado de Bolsonaro com a construção de uma candidatura capaz de dialogar com setores mais moderados do eleitorado.

Separação

Lideranças de centro-direita, como o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, passaram a defender candidaturas próprias ou mantiveram distância da escolha de Flávio, evidenciando que a unidade do campo conservador já não ocorre com a mesma facilidade observada durante a liderança direta de Jair Bolsonaro. Uma prova disso são as candidaturas de Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado.

Além disso, há questões de intrigas familiares e um eminente racha dentro do próprio PL. No final de junho, a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, postou um vídeo nas redes sociais no qual afirma ter sido humilhada e desrespeitada pelo enteado, Flávio Bolsonaro.

O desentendimento teria acontecido por telefone, no ano passado, e o motivo teria sido o palanque do Partido Liberal (PL) no Ceará. Segundo a esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro, a situação aconteceu após um comício em que participou no Ceará, no fim do ano passado.

Após o caso, em reunião com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, a ex-primeira-dama afirmou que não apoiará a candidatura do enteado à Presidência da República e, segundo interlocutores, avalia que a campanha do senador deverá enfrentar “novos escândalos” nos próximos meses.

Assim, Flávio terá um desafio mais extenso, na tentativa de unir a direita em prol do bolsonarismo e até consertar questões dentro do próprio espectro político. Ademais, o senador ainda pode enfrentar novos vazamentos envolvendo sua relação com o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Flávio tenta passar imagem de "Bolsonaro mais ponderado"Flávio tenta passar imagem de "Bolsonaro mais ponderado" - Foto: Wilson Dias | Agência Brasil

Modelagem

Assim como ocorre na Bahia, portanto, o patrimônio político de 2022 continua moldando a eleição presidencial. As alianças construídas naquele pleito seguem influenciando as estratégias dos dois principais grupos políticos do país.

A diferença é que, enquanto Lula busca renovar uma coalizão já consolidada, o PL enfrenta o desafio de provar que o bolsonarismo permanece competitivo mesmo sem Jair Bolsonaro na cabeça de chapa.

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