
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, definiu seu homólogo do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como um "homem bom" e "um cara esperto".
O republicano foi questionado por jornalistas após o encontro entre os chefes de Estado, nesta quinta-feira (7) e se eles firmaram algum acordo.
Trump afirmou que o encontro foi permeado por discussões a respeito de tarifas. "Falamos sobre tarifas e eles gostariam de ter um pouco de alívio nelas. Tivemos uma reunião muito boa", disse ele.
O encontro entre os presidentes foi classificado como uma "visita de trabalho", formato que não conta com cerimonial e formalidades esperadas de uma visita de Estado. A recente visita do rei Charles 3º aos EUA, por exemplo, uma visita de Estado, teve agenda protocolar mais ampla e incluiu jantar formal e discurso no Congresso americano.
A reunião desta quinta, que teve início no Salão Oval, reuniu cinco ministros brasileiros, entre eles Mauro Vieira (Relações Exteriores) Wellington Lima e Silva (Justiça e Segurança), Dario Durigan (Fazenda) e Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), além de Alexandre Silveira (Minas e Energia).
Do lado americano, estiveram reunidos o representante do comércio dos EUA, Jamieson Greer, a chefe do gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, o vice-presidente, J. D. Vance, o secretário do comércio, Howard Lutnick e o secretário do Tesouro, Scott Bessent.
O encontro incluiu uma reunião e um almoço na Casa Branca que durou três horas. Pela rede Truth Social, Trump tinha classificado Lula como um presidente "dinâmico". O republicano afirmou ainda que o encontro teria transcorrido bem e que os representantes dos dois países tinham concordado em se reunir nos próximos meses, conforme necessário. As partes concordaram em voltar a se reunir nos próximos 30 dias para reavaliar o tema.
À Folha de S.Paulo, a deputada democrata Sydney Kamlager-Dove, co-presidente do Brazil Caucus, frente legislativa que trata das relações com o Brasil, comentou sobre o encontro entre os presidentes e criticou o tratamento do governo Trump ao Brasil no último ano, com a imposição de tarifas e sanção ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.
"O Brasil é um parceiro fundamental na América Latina. No entanto, a política da gestão tem sido amplamente guiada por pessoas que buscam enfraquecer a democracia e o sistema judiciário brasileiro", afirmou ela.
Para Kamlager-Dove, a imposição de tarifas irresponsáveis, sanções a juízes brasileiros e ameaças de designar organizações como terroristas estrangeiras "criaram atritos onde poderia haver cooperação". "Fico satisfeita em ver uma mensagem positiva saindo do encontro entre Trump e Lula e espero que o governo possa trabalhar para aproximar o Brasil, e não afastá-lo".
No ano passado, após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ela e outros deputados afirmaram, por meio de carta, que o presidente Trump abriu uma guerra comercial para "defender o seu colega líder da tentativa de golpe".
Eles pediam, em setembro do ano passado, que Trump encerrasse "imediatamente seus esforços para minar a democracia brasileira", suspendendo "tarifas ilegais que afetam a economia americana".
Esporte Uchoa confirma presença em mais uma cobertura de Copa do Mundo direto dos Estados Unidos
Guerra Feirense morre após ataque de drone russo na Ucrânia
Ofensas Gleisi Hoffmann aciona Câmara contra assessor de Trump por ofender brasileiras
EUA Pânico nos EUA: o que se sabe sobre tiroteio em jantar de gala com Trump
Pena de morte Governo Trump aprova pelotão de fuzilamento como método de pena de morte nos Estados Unidos
Diplomacia Após aplicar reciprocidade, Lula fala em normalizar relação com os EUA 
Mín. 19° Máx. 30°
Mín. 20° Máx. 30°
Chuvas esparsasMín. 20° Máx. 32°
Chuvas esparsas


