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Pré-candidato a presidência, Romeu Zema é denunciado por trabalho escravo e exploração de aposentados; saiba mais

Romeu Zema (Novo) e empresas ligadas ao seu grupo familiar ficam no centro de graves denúncias.

29/04/2026 07h50 Atualizada há 1 hora atrás
Por: Karoliny Dias Fonte: BNews
Foto: Reprodução / Instagram
Foto: Reprodução / Instagram

O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) acionou, nesta terça-feira (28), a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) com uma série de representações que colocam o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à presidência da República, Romeu Zema (Novo) e empresas ligadas ao seu grupo familiar no centro de graves denúncias. As informações são da revista Fórum.

Os pedidos de investigação estão ligados a suspeitas de irregularidades em contratos públicos da educação, exploração de trabalhadores em condições análogas à escravidão e práticas financeiras que podem prejudicar aposentados e pensionistas. As representações também foram encaminhadas ao Banco Central (BC), ao Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) e à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon).

Uma das denúncias aponta irregularidades em contratos de R$ 848,8 milhões para fornecimento de material didático à rede estadual de Minas Gerais, firmados com a Fazer Educação, anteriormente chamada de Sudu Tecnologia Educacional. 

O volume expressivo dos contratos, o uso de atas de registro de preços e possíveis falhas no planejamento pedagógico chamam atenção. O deputado ainda reforça que a empresa já teria sido alvo de apurações em outro estado, o que, segundo ele, justifica uma análise detalhada sobre a legalidade e a execução desses contratos em Minas.

A outra denúncia envolve 22 motoristas que atuavam no centro de distribuição do Grupo Zema, em Araxá (MG). De acordo com os documentos encaminhados ao MPT, há indícios de que esses trabalhadores foram submetidos a jornadas de até 19 horas diárias, condição que pode ser enquadrada como trabalho análogo à escravidão conforme a legislação brasileira.

Até agora, nem Romeu Zema, nem o governo de Minas Gerais, nem as empresas citadas se pronunciaram publicamente sobre o conteúdo das denúncias. A expectativa é que os órgãos acionados analisem os pedidos e decidam, nos próximos passos, sobre a abertura de investigações formais.  

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