O percentual de famílias brasileiras endividadas atingiu 80,4% em março, o maior nível da série histórica da CNC. O índice subiu 0,2 ponto percentual em relação a fevereiro e 3,3 pontos na comparação com o mesmo período do ano passado.
De acordo com a entidade, o avanço acende um alerta, já que o endividamento deve continuar crescendo nos próximos meses, mesmo com a recente redução da taxa Selic, hoje em 14,75% ao ano.
A CNC destaca que os efeitos da queda dos juros ainda demoram a chegar ao consumidor, mantendo o crédito caro e pressionando o orçamento das famílias. O cenário também é influenciado por fatores externos, como a alta do petróleo.
Diante disso, o governo federal estuda medidas para apoiar famílias endividadas, enquanto especialistas apontam que o alívio só deve ocorrer de forma gradual.
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