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Petróleo já subiu cerca de 50% desde o início da guerra no Irã, há um mês

Desde o início do conflito, no dia 28 de fevereiro, até a última sexta (27), os futuros da commodity já haviam avançado mais de 45%.

30/03/2026 09h06
Por: Karoliny Dias Fonte: Folhapress
Foto: Alexandre Brum / Petrobras
Foto: Alexandre Brum / Petrobras

O petróleo abriu o segundo mês da guerra no Irã em alta, em meio à escalada do conflito. Por volta das 22h20 deste domingo (29), os contratos do barril Brent com vencimento em junho de 2026 eram negociados a US$ 108,74, em alta de 3,28%, segundo dados da plataforma Investing.com. 

Desde o início do conflito, no dia 28 de fevereiro, até a última sexta (27), os futuros da commodity já haviam avançado mais de 45%, em meio ao desabastecimento provocado pelas interrupções do fluxo de petróleo no estreito de Hormuz, por onde passa 20% da produção mundial. Antes dos ataques, o Brent estava a US$ 72,48. 

No contrato com vencimento em maio, a cotação chegou a US$ 115,33 por barril, com uma alta de 58% no mês. 

"Quanto mais tempo o estreito permanecer fechado, maior será a redução nos estoques de reserva, o que poderá desencadear aumentos expressivos no preço do petróleo bruto, do gás natural e de outras commodities", afirmou Bruce Kasman, chefe global de economia do JPMorgan. 

"Um cenário em que o estreito permaneça fechado por mais um mês seria compatível com os preços do petróleo subindo em direção a US$ 150 por barril e com restrições aos consumidores industriais de energia." 

Durante o fim de semana, rebeldes houthis do Iêmen, aliados do Irã, lançaram mísseis contra Israel pela primeira vez desde o início da guerra, enquanto o exército israelense continuou com extensos ataques contra Teerã e expandiu sua invasão ao Líbano. 

No domingo, Mohammad Bagher Ghalibaf, um dos principais líderes militares do Irã, acusou os EUA de usar esforços diplomáticos como cobertura para se preparar para operações terrestres. 

No Brasil, os preços da gasolina e do diesel nos postos subiram após o início da guerra. Segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), a gasolina foi vendida na semana passada, em média, a R$ 6,78 por litro, aumento de 8% em relação ao preço praticado antes do conflito, ou R$ 0,50 por litro. 

O litro do diesel S-10 custou, em média, R$ 7,57 na semana passada. O aumento acumulado desde a semana anterior à guerra é de 24%, ou R$ 1,48 por litro. 

No início desta semana, os governos estaduais devem tomar uma decisão sobre o subsídio ao diesel importado como forma de amortecer a alta nos preços do combustível. 

A proposta do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para criar um subsídio extra de R$ 1,20 para compensar o aumento no preço do diesel importado já tem o apoio de alguns estados, mas a maioria dos governos locais deve definir sua posição nos próximos dias. 

A medida proposta pela União é bancar metade do benefício (R$ 0,60 por litro). 

A disparada dos preços dos combustíveis é motivo de preocupação no governo, que teme efeitos sobre a eleição de outubro. Na sexta-feira (27), a Polícia Federal realizou a operação Vem Diesel, para coibir supostos aumentos abusivos. 

A operação é parte de uma ofensiva do Planalto contra distribuidoras e postos, que inclui fiscalizações conjuntas entre a ANP e o Ministério da Justiça. 

Segundo o jornal Washington Post, que cita autoridades americanas sob anonimato, o Pentágono se prepara para realizar operações terrestres de várias semanas que não seriam uma invasão em grande escala, mas incursões em território iraniano por forças especiais. 

O comandante da Marinha do Irã, Shahram Irani, afirmou neste domingo que o porta-aviões americano USS Abraham Lincoln será atacado se entrar em uma área de alcance de tiro iraniano. 

"Assim que o grupo aeronaval do USS Abraham Lincol n estiver ao alcance, vingaremos o sangue dos mártires do navio Dena lançando diferentes tipos de mísseis", afirmou, em declarações veiculadas pela televisão estatal. A embarcação à qual ele faz referência é a fragata iraniana afundada pelos EUA no início da guerra. 

Um navio americano de assalto anfíbio, à frente de um grupo naval que inclui cerca de 3.500 fuzileiros navais e outros soldados, chegou na sexta à região de operações do Comando Central das Forças Armadas americanas. 

Representantes da Turquia, Paquistão, Egito e Arábia Saudita se reúnem neste domingo e na segunda-feira (30) em Islamabad, capital paquistanesa, para conversas sobre o conflito. Segundo pessoas próximas das discussões ouvidas pela agência Reuters, os líderes tratam principalmente de propostas relativas ao estreito de Hormuz.

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