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Brasil CPI

Senador quer CPI para apurar relação de Moraes e Toffoli com Vorcaro

Para a instalação da CPI, são necessárias 27 assinaturas de senadores, e o presidente do Senado avaliará os próximos passos para sua criação.

07/03/2026 08h39
Por: Karoliny Dias Fonte: BNews
Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF
Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (6) para anunciar que apresentou um requerimento para criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), no Senado, para investigar a conduta de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) no caso envolvendo o Banco Master.

Em postagem no X (antigo Twitter), Vieira, que atualmente é relator da CPI do Crime Organizado, disse que o objetivo da CPI é investigar possíveis “relações pessoais, financeiras ou de outra ordem” entre os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.

“Sem condenações prévias e com responsabilidade é preciso garantir que todos estão sujeitos à mesma lei. Só assim o Brasil será uma república democrática real. Agora começa a coleta de assinaturas”, escreveu o senador.

Para que a CPI seja instalada, o requerimento precisa da assinatura de ao menos 27 senadores. Em seguida, caberá ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), avaliar os trâmites para a eventual criação da comissão.

Moraes e Toffoli negam relação com Vorcaro

Em nota, o gabinete do ministro Alexandre de Moraes negou que o magistrado tenha trocado mensagens com o Vorcaro. Segundo o comunicado, “as mensagens de visualização únicas enviadas por ele [Vorcaro] no dia 17 de novembro de 2025 não conferem com os contatos do ministro Alexandre de Moraes nos arquivos apreendidos”.

Ainda de acordo com o documento, “os prints dessas mensagens enviados por Vorcaro estão vinculados a pastas de outras pessoas de sua lista de contatos e não constam como direcionadas ao ministro Alexandre de Moraes”.

Já o gabinete do ministro Dias Toffoli apresentou um histórico das decisões tomadas em processos relacionados à operação “Compliance Zero”. Na nota, o magistrado diz que assumiu a relatoria do caso após um sorteio no STF e que autorizou diligências solicitadas pelas autoridades responsáveis pelas investigações.

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