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Brasil Tragédia em MG

Em Minas, Lula diz que repetirá modelo de reconstrução do RS

Presidente visitou áreas afetadas neste fim de semana.

02/03/2026 07h54
Por: Karoliny Dias Fonte: Correio Braziliense
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O governo federal vai replicar, na Zona da Mata de Minas Gerais, a estratégia adotada na reconstrução das cidades atingidas pelas enchentes no Rio Grande do Sul, em 2024. Depois de visitar, na manhã de ontem, as duas cidades mais afetadas pelos temporais do início da semana — Ubá e Juiz de Fora —, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu ajuda aos prefeitos e aos moradores que tiveram prejuízos com as enchentes e deslizamentos de terra.

"Nós iremos ajudar os prefeitos a recuperarem as suas cidades, nós iremos ajudar os pequenos empresários a poderem ter crédito para recuperar as suas empresas, nós vamos recuperar o que houve de estrago na saúde, o que houve de estrago na educação e, sobretudo, a gente vai dar casa para as pessoas que perderam as casas", declarou o petista.

Assim como fez na catástrofe gaúcha, o presidente deve nomear um ministro para fazer o acompanhamento das ações de reconstrução. O Executivo pretende adotar o mecanismo de compra assistida para quem perdeu a moradia na tragédia, segundo o chefe do Planalto. Nesse modelo, se as casas estão em área de risco, o governo pode comprar imóveis em outros locais.

Braço operacional dos recursos emergenciais, a Caixa Econômica Federal vai coordenar os processos de aquisição de imóveis, em parceria com as prefeituras. "A compra assistida é um sucesso absoluto (no Rio Grande do Sul) que, hoje, se estende a todo o território nacional como uma forma de mitigar a questão da recuperação habitacional, algo tão desejado pelo brasileiro", disse o presidente do banco estatal, Carlos Antônio Vieira, que integrou a comitiva.

Ele anunciou, também, que estarão disponíveis, a partir de amanhã, os recursos do saque-calamidade do FGTS para todos os trabalhadores das áreas atingidas.

Sobrevoo

A comitiva palaciana desembarcou no Aeroporto Presidente Itamar Franco, em Goianá, de onde seguiu, de helicóptero, para Ubá, a 80km de distância. A cidade registrou a morte de seis pessoas e ainda procura por dois moradores, que estão na lista de desaparecidos. Lula visitou um departamento de assistência social que foi invadido pelas chuvas, no centro da cidade. No local, idosos tiveram que ficar em cima de colchões até o resgate.

"Fiquei profundamente comovido com a dor e os prejuízos causados pelas fortes chuvas que atingiram a região", escreveu o presidente em uma postagem na rede social X, em referência ao que viu em Ubá.

Depois, a delegação seguiu para Juiz de Fora, a 100km de Ubá. Depois de sobrevoar os bairros mais afetados, o presidente caminhou, com a prefeita Margarida Salomão (PT), por algumas ruas da cidade. Ele viu o trabalho de retirada de escombros e de desobstrução e limpeza de vias públicas, e encerrou a visita em uma escola municipal que virou abrigo de famílias que não têm como voltar para casa.

Acompanharam o presidente Lula na visita à Zona da Mata os ministros Jader Filho (Cidades); Macaé Evaristo (Direitos Humanos e da Cidadania); Alexandre Silveira (Minas e Energia); Alexandre Padilha (Saúde); e Waldez Góes (Integração e do Desenvolvimento Regional). O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) — um dos nomes preferidos de Lula para disputar o governo do estado, em outubro — e a primeira-dama, Janja da Silva, também participaram da visita.

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