As ações do STF (Supremo Tribunal Federal) contra servidores da Receita Federal tornaram a fiscalização das chamadas “pessoas politicamente expostas” uma atividade de risco, afirma Kléber Cabral, presidente da Unafisco Nacional (Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil).
Ele foi intimado a depor pela Polícia Federal, por ordem do ministro do STF Alexandre de Moraes, após críticas públicas às ações determinadas pelo magistrado em razão de suspeitas de vazamento de dados da Receita dos ministros.
Em entrevista à reportagem, Cabral explica como funciona o sistema do fisco, a quais informações os funcionários do órgão têm acesso e o que mudou desde 2019 naquele ano, Moraes afastou dois auditores por suspeita de vazamento de informações de parentes de ministros e, depois, mandou reintegrá-los porque as suspeitas não se confirmaram. Cabral disse que não comentaria a intimação.
O acesso ao sistema depende do cargo, da área em que você trabalha e de onde você está. Os cruzamentos são tratados por auditores. [Para os funcionários] na área de atendimento, os acessos são mais restritos.
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