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Moraes autoriza aliados a visitarem Jair Bolsonaro na prisão em março

Encontros na Papudinha incluem parlamentares e assessores de Tarcísio de Freitas e Cláudio Castro.

20/02/2026 08h24
Por: Karoliny Dias Fonte: Bahia.Ba
Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE
Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quinta-feira (19) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) receba cinco aliados políticos durante o mês de março. Bolsonaro cumpre pena no batalhão da Polícia Militar, em Brasília, após condenação por tentativa de golpe de Estado.

As visitas contemplam nomes estratégicos da oposição e de gestões estaduais, funcionando como pontos de articulação para as eleições de outubro. 

Entre eles estão o senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição e coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência, e os deputados federais Bia Kicis (PL-DF) e Marco Feliciano (PL-SP).

Também receberam o aval de Moraes o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio de Janeiro, Anderson Moraes, e José Vicente Santini, assessor especial do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Veja o calendário das visitas autorizadas

– 11 de março (quarta-feira): Anderson Luis de Moraes, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio de Janeiro e pré-candidato a deputado federal;

– 14 de março (sábado): Bia Kicis, deputada federal (PL-DF), cotada para disputar uma vaga ao Senado pelo Distrito Federal;

– 18 de março (quarta-feira): José Vicente Santini, assessor especial do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos);

– 21 de março (sábado): Marco Feliciano, deputado federal (PL-SP) e pré-candidato à reeleição na Câmara;

– 25 de março (quarta-feira): Rogério Marinho, senador (PL-RN), líder da oposição e coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.

Visitas na Papudinha

Os encontros na Papudinha têm sido utilizados pela oposição para destravar acordos regionais e validar nomes que buscam a benção de Bolsonaro para o pleito deste ano.

Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão. Ele completou seis meses em regime fechado no início de fevereiro, após perder o benefício da prisão domiciliar em novembro de 2025, quando a perícia constatou a violação de sua tornozeleira eletrônica.

 
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