O auditor fiscal da Receita Federal Ricardo Mansano de Moraes foi afastado do cargo de chefia que ocupava. Esse cargo dava a ele um salário de R$ 38 mil, que chegou a R$ 51 mil em dezembro de 2025.
Ele foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) e é suspeito de ter acessado informações fiscais sigilosas de uma enteada do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Conforme publicou a coluna do Metrópoles de Mirelle Pinheiro, o auditor, em depoimento preliminar à Polícia Federal, afirmou ter acessado os dados da familiar de Gilmar de forma “acidental”. Segundo ele, a consulta teria ocorrido por “infelicidade”, sem intenção de violar sigilo.
No Diário Oficial da União (DOU) da última quinta-feira (19), Mansano foi dispensado da função de “substituto eventual do chefe da equipe de gestão do crédito tributário e do direito creditório, da Delegacia da Receita Federal do Brasil em Presidente Prudente (SP)”.
Ele está sendo investigado em um inquérito que apura acessos ilegais a dados fiscais de ministros do STF e de familiares, sem autorização e sem nenhuma justificativa de trabalho.
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