O “Palavra de Médico” deste domingo (9) foi diferente. O médico Tarcízio Pimenta apresentou o seu quadro direto da Avenida Nóide Cerqueira, onde realizou uma atividade ao ar livre: a “Caminhada do Doutor”. A caminhada contou com a presença de pacientes do médico, moradores do bairro Fraternidade, além de amigos. O objetivo é tirar as pessoas idosas e aquelas que frequentam as unidades de saúde do sedentarismo.
“Já fazemos essa caminhada no bairro e estamos fazendo na Nóide agora. Queremos falar de saúde e mostrar que a doença existe, mas que também existem métodos e hábitos que podem ser modificados para fazer com que as pessoas fiquem mais saudáveis e possam mudar condições de saúde que, muitas vezes, elas entendem que só o tratamento médico, com consultas e remédios, pode resolver o problema”, explica.
O médico falou também sobre os ossos. Eles são estruturas rígidas e vivas, formadas por tecido conjuntivo, colágeno e minerais (cálcio e fósforo). Essenciais para o esqueleto, sustentam o corpo, protegem os órgãos internos, permitem a movimentação por meio dos músculos e produzem células sanguíneas na medula óssea. Um adulto possui, em média, 206 ossos.
Tarcízio lembra que muitas pessoas pensam que os ossos são estruturas mortas. “Eles são células vivas, que inclusive sangram. São formados por 70% minerais, 10% por água e 25% por colágeno. O osso é renovado a cada dia. As células responsáveis pela formação do osso são os osteoblastos”.
Existem ainda doenças mais frequentes, como a osteoporose e a osteoartrose. “Essas são as duas doenças mais comuns dos ossos. A osteoporose é multifatorial, uma desordem esquelética progressiva que causa a diminuição da resistência óssea, levando o paciente à perda de massa óssea e podendo causar fraturas. É uma doença silenciosa, traiçoeira e assintomática, em que muitas pessoas só descobrem que a têm após uma fratura, aos 60 ou 70 anos.”
Já a osteoartrose é uma doença das articulações, que pode atingir principalmente joelhos, cotovelos, coluna e pés, causando inchaço, sensação de queimação no local e rigidez articular. “A pessoa pode perder a mobilidade. Cerca de 40% a 45% dos atendimentos em ortopedia são de pacientes com artrose”.
Ele chama ainda a atenção para a questão do cálcio. “As pessoas compram cálcio achando que ele vai resolver o problema ósseo, mas ele sozinho não resolve. Esse cálcio não vai diretamente para o osso, vai para o sangue e não há quem o leve até o osso. Para isso, ele precisa das vitaminas K e D, pois a absorção do cálcio só ocorre por meio delas”, explica.
Ouça o “Palavra de Médico” aqui.
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