Foto: Reprodução / Internet
O “Palavra de Médico” deste domingo (1º) falou sobre as diferenças entre check-up e rastreamento de doenças silenciosas. O check-up é uma avaliação geral e individualizada da saúde, que inclui consulta clínica, exames laboratoriais e de imagem, com o objetivo de verificar o funcionamento do organismo e detectar precocemente doenças ou fatores de risco. Já o rastreamento é uma estratégia populacional focada na detecção de doenças específicas em pessoas assintomáticas, como a mamografia, por exemplo. O check-up é mais amplo, enquanto o rastreamento é direcionado para patologias específicas.
O médico Tarcízio Pimenta escolheu o tema para desmistificar a ideia de que o check-up, frequentemente solicitado pelos pacientes, com diversos tipos de exames, seja suficiente para encontrar qualquer doença. “Às vezes, o check-up não coincide com o que o médico realmente deve fazer”, explica.
Segundo ele, o rastreamento ocorre quando, a partir de determinada idade, genética, histórico familiar e da conversa entre médico e paciente, são solicitados exames específicos. “Check-up é diferente de rastreamento. O problema é que estamos conversando menos e pedindo mais exames. O diálogo com o paciente é extremamente importante. É preciso deixá-lo falar sobre o que está acontecendo com ele e, a partir daí, o médico decide quais exames solicitar”, ressalta.
De acordo com Tarcízio, a saúde da população, de forma geral, está em situação preocupante. Para exemplificar, ele destaca que 60% da população brasileira está acima do peso. “Até isso podemos rastrear, se a pessoa poderá desenvolver obesidade ou não. Isso depende da conversa com o paciente, quando se questiona se existem pessoas obesas na família e quais são seus hábitos de vida. Isso é rastreamento, e não apenas campanhas como Outubro Rosa ou Novembro Azul”, afirma.
Existem ainda cinco tipos de cânceres que podem ser rastreados por clínicos na própria Unidade de Saúde do bairro, antes que causem metástase. São eles: câncer de mama, colo do útero, pulmão, próstata e colorretal. “Eles possuem níveis bem definidos de rastreamento. O câncer de mama é rastreado a partir dos 40 anos, com a mamografia. O de pulmão em pacientes que fumam, por exemplo, uma carteira de cigarro por dia durante 20 anos. O de próstata, por meio do histórico familiar. O colorretal, com a pesquisa de sangue oculto nas fezes e a videocolonoscopia. Já o câncer do colo do útero é rastreado com o exame preventivo, que toda mulher deve realizar a partir dos 25 anos”, detalha.
Entre as doenças silenciosas, o médico cita o diabetes e as doenças cardiovasculares, que oferecem riscos significativos e exigem acompanhamento médico. “A partir dos 18 anos, deve-se iniciar o rastreamento para doenças cardiopulmonares ou cardiocirculatórias. Se houver histórico clínico, a avaliação deve ser ainda mais rigorosa, porque uma placa de gordura na artéria não se forma da noite para o dia, assim como a hipertensão. É preciso acompanhamento contínuo, com exames e aferição da pressão arterial”, explica.
Outra doença rastreável é a osteoporose, caracterizada pela degeneração dos ossos, principalmente em mulheres. “A perda de cálcio leva a fraturas, especialmente de quadril e bacia, que são as mais graves. Isso ocorre com maior frequência nas mulheres. Há estudos que mostram que 70% dos homens abandonam a esposa quando ela adoece gravemente. Previna a osteoporose, porque, se você for casada, pode acabar entrando nessa estatística”, alerta.
As Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) também são preveníveis, reforça o médico. “Hoje, as Unidades Básicas de Saúde dispõem de testes rápidos para sífilis, hepatites B e C. Quem tem vida sexual ativa deve realizar esses testes. Use preservativo”, adverte.
Também são preveníveis as doenças relacionadas à saúde mental. “Basta o médico ouvir e conversar com o paciente para identificar sintomas de depressão, ansiedade ou até situações de violência doméstica”, finaliza.
Ouça o “Palavra de Médico” deste domingo (1º) aqui.
Saúde Ministério da Saúde descarta risco do vírus Nipah no Brasil
Saúde HGCA alerta para impacto da violência no trânsito, com internações que podem custar até R$ 5 mil por dia
Diabetes Diabetes cresce 135% no Brasil em 18 anos
Saúde Pandemia? Infectologista explica riscos de novo surto viral no Brasil
Palavra de médico O “Palavra de Médico” deste domingo (25) falou sobre morte súbita x ataque cardíaco
Aedes aegypti Casos de dengue têm redução de 94,5% em Feira de Santana entre 2024 e 2025 
Mín. 22° Máx. 34°
Mín. 22° Máx. 36°
Tempo nubladoMín. 22° Máx. 36°
Tempo nublado



