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Presidente de cooperativa na BA é investigado por violência psicológica contra funcionárias e tentativa de destruição de provas

Vítima diz que era alvo de comentários sobre o corpo, como que “precisaria engordar um pouquinho”, entre outras coisas. Documentos de sindicância foram apreendidos.

31/01/2026 08h17
Por: Karoliny Dias Fonte: g1 Bahia
Presidente de cooperativa agropecuária é investigado por ofensas a funcionárias e tentativa de destruição de provas na Bahia — Foto: PC-BA
Presidente de cooperativa agropecuária é investigado por ofensas a funcionárias e tentativa de destruição de provas na Bahia — Foto: PC-BA

O presidente de uma cooperativa agropecuária foi alvo de uma operação policial, nesta sexta-feira (30), na cidade de Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia. Segundo a Polícia Civil (PC), o suspeito é investigado por violência psicológica e assédio moral contra funcionárias da instituição.

Conforme informações da TV Sudoeste, afiliada da TV Bahia na região, um mandado de busca e apreensão foi cumprido na Cooperativa Mista Agropecuária Conquistense (Coopmac). A investigação apura condutas de injúria, violência psicológica, assédio moral contra duas funcionárias e ocultação de documentos.

O presidente da cooperativa utilizava a posição para intimidar, proferir ofensas à honra contra as funcionárias e exercer controle abusivo. O site tenta contato com a Coopmac para um posicionamento sobre o caso.

Uma pasta contendo documentos de uma sindicância interna, que apontou indícios dos crimes, foram apreendidos na abordagem policial. O material seria destruído pelo investigado, que organizou uma reunião e decretou a anulação da apuração.

Conforme pontuou a polícia, foi pedida a prisão do investigado para a Justiça, mas não tinha sido capturado até a última atualização desta reportagem. O caso segue sob apuração.

A polícia aponta que os casos denunciados ocorreram entre fevereiro e novembro de 2025 e citam que o presidente da entidade utilizava sua posição hierárquica para intimidar funcionárias.

Uma das vítimas relatou que o suspeito fazia comentários constantes sobre seu corpo, como dizer que ela era "magra e precisaria engordar um pouquinho". Também alega ter sido vítima de observações sobre o formato de sua boca e ser chamada por outros nomes, para ridicularização.

Segundo o relato da vítima, em uma ocasião na qual chegou atrasada devido a problemas no transporte, após visitar o ex-noivo, o investigado afirmou que ela teria viajado "atrás de macho".

A mulher conta ainda que, em momentos a sós, chegou a ser chamada de nada, de forma séria, o que a levou a chorar por dia. O relato traz ainda crises de pânico, ansiedade, agorafobia e insônia.

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