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Bahia Lixões

Bahia avança no combate aos lixões com inclusão de catadores e economia circular

Secretaria de Desenvolvimento Urbano aposta na economia circular, na regionalização dos aterros e na inclusão de catadores para acabar com lixões irregulares na Bahia.

27/01/2026 17h38
Por: Mayara Nayllanne
Leopoldo Silva/Agência Senado Fonte: Agência Senado
Leopoldo Silva/Agência Senado Fonte: Agência Senado

O fim dos lixões irregulares na Bahia tem sido uma das prioridades da Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Estado (Sedur), que atua em parceria com municípios, consórcios territoriais e órgãos de controle para dar destino correto aos resíduos sólidos e garantir inclusão social aos catadores.

Segundo a secretária Jusmari Oliveira, a solução para os lixões não depende apenas do Estado. “A decisão final é do município, mas o Estado entra com apoio técnico, financeiro e articulação institucional para viabilizar soluções regionais”, afirmou.

A estratégia envolve parcerias com o Tribunal de Contas dos Municípios, o Ministério Público Estadual, a Federação dos Consórcios Públicos da Bahia e os consórcios intermunicipais. A proposta é regionalizar a destinação dos resíduos, com a implantação de aterros sanitários que atendam a mais de um município.

Além de encerrar os lixões, a Sedur aposta na economia circular como eixo da política de resíduos sólidos. “Não adianta apenas enterrar o lixo. É preciso transformar esse material em renda”, destacou a secretária.

O Governo do Estado tem investido na organização e capacitação de cooperativas de catadores, com repasse de recursos, convênios e construção de 18 galpões de centrais de triagem em municípios baianos. Os espaços são equipados com prensas, empilhadeiras e estrutura adequada para o reaproveitamento de materiais recicláveis.

Em Salvador, o projeto já conta com 10 galpões e cooperativas organizadas, integradas à política estadual de resíduos sólidos.

Apesar dos avanços, Jusmari Oliveira reconhece que o desafio ainda é grande. A meta do governo estadual é chegar ao fim da gestão com cerca de 70% dos lixões baianos com solução encaminhada, aliando responsabilidade ambiental e inclusão social.

Por: Mayara Nailannne

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