O vice-presidente nacional do União Brasil e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto, voltou a criticar o senador Jaques Wagner (PT) após o petista mencionar, em entrevista recente, uma suposta pesquisa eleitoral que colocaria o governador Jerônimo Rodrigues (PT) à frente na disputa estadual. As declarações motivaram uma ação do União Brasil contra Wagner por possível divulgação de pesquisa eleitoral falsa.
Segundo ACM Neto, o senador teria citado números de um levantamento inexistente durante entrevista a uma rádio de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, na última quarta-feira (21). O ex-prefeito de Salvador afirmou que a situação revela o “desespero” dos adversários e destacou que o próprio presidente do instituto mencionado teria desmentido a existência da pesquisa.
"Mais uma vez a gente monstra o desespero que toma conta dos nossos adversários. Veja que ponto chegou: o senador Jaques Wagner, que reputo ser uma pessoa cuidadosa e experiente na política, faz referência a uma pesquisa que não existe. Uma coisa incrível. Eles não têm limite", ressaltou.
ACM Neto também comentou as especulações sobre a possível não candidatura de Jerônimo Rodrigues à reeleição em 2026. "Não foi 'plantação baiana', foi uma matéria nacional, de que Lula poderia estar cogitando substituir Jerônimo. Não sou eu que estou falando isso, gente do próprio grupo deles é que comenta isso. Eu entendo e espero que meu adversário seja Jerônimo", alfinetou.
O ex-prefeito avaliou que o debate interno no PT sobre a sucessão estadual não é responsabilidade da oposição e afirmou que pretende centrar a disputa na avaliação do atual governo. Para ele, há frustração entre eleitores que confiaram em Jerônimo em 2022 e agora estariam decepcionados com o desempenho da gestão.
Além do cenário eleitoral, ACM Neto criticou a recente medida provisória assinada por Lula que altera o cálculo do Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério. O reajuste elevou o piso dos professores de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63, um aumento de 5,4%. Neto classificou a decisão como incoerente, ao argumentar que trabalhadores com renda abaixo de R$ 5 mil teriam isenção no Imposto de Renda.
O pré-candidato também associou a medida a críticas mais amplas ao governo federal e à gestão estadual, mencionando problemas como a crise do Planserv na Bahia. Segundo ele, a frustração com Jerônimo se assemelha à de parte da população com o governo Lula, citando dificuldades fiscais e aumento da carga tributária.
A Receita Federal, no entanto, divulgou nota esclarecendo que a reforma do Imposto de Renda torna a tributação mais progressiva. De acordo com o Fisco, em 2025 um professor que recebia o piso pagava cerca de R$ 283,14 mensais de IR. Com o novo valor previsto para 2026, o desconto cairá para aproximadamente R$ 46,78 por mês.
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