O ex-prefeito ACM Neto (União Brasil) não descartou um diálogo com o MDB caso o partido rompa com o governador Jerônimo Rodrigues (PT), em meio às especulações sobre a formação da chapa majoritária para 2026. “O MDB pode vir caso rache? Eu não sei. A chapa só vai ser discutida em março”, disse.
A fala de Neto ocorre após uma reunião entre o governador Jerônimo Rodrigues e o deputado federal Diego Coronel (PSD), que reacendeu discussões sobre a composição da chapa governista. A leitura política é de que, em um eventual acordo, o PSD poderia ocupar a vaga de vice-governador, reduzindo o espaço do MDB na aliança. Diante desse cenário, Neto sinalizou que acompanha os movimentos do grupo governista, embora tenha adotado um tom cauteloso.
Com a possibilidade de lançamento de uma chapa “puro-sangue” do PT e a reorganização das alianças, a reunião entre Jerônimo e Diego Coronel também diminuiu, nos bastidores, as expectativas de a oposição, liderada por ACM Neto, contar com o senador Angelo Coronel (PSD) em 2026. Aliados de Neto tentam minimizar o impacto do encontro. O deputado estadual Tiago Correia (PSDB) classificou a agenda entre Jerônimo e Diego apenas como “conversas”.
Jerônimo Rodrigues comentou publicamente a reunião com Diego Coronel e afirmou que o encontro teve como foco a manutenção da unidade política. Segundo ele, a conversa foi para traçar um “plano de tranquilidade”. O diálogo ocorre em um momento em que a relação com o PSD vinha sendo tensionada, sobretudo após discussões internas sobre a possibilidade de o senador Angelo Coronel não integrar a chapa majoritária, em função do projeto de reunir Rui Costa (PT), Jaques Wagner (PT) e o próprio Jerônimo em uma composição principal.
Desta forma, o MDB passou a ser citado como uma das legendas mais afetadas por uma eventual mudança na vice-governadoria. De acordo com informações publicadas pelo site Política Livre, a secretária estadual de Infraestrutura Hídrica e Saneamento, Larissa Moraes (MDB), se colocou como alternativa para ocupar a vaga de vice na disputa pela reeleição de Jerônimo Rodrigues, caso o atual vice, Geraldo Júnior (MDB), seja retirado da chapa.
“Eu acho que isso é muito bacana para o MDB. Mostra que não temos só Geraldo Júnior como grande líder do partido, que há outras opções, como Jayme Vieira Lima [presidente da sigla na Bahia e da Cerb], que está saindo para deputado federal. Como tem também Larissa no quadro emedebista há muitos anos. Nos qualificamos durante esses anos. Se não for agora, quem sabe mais para a frente”, afirmou, em conversa com o site, durante a Lavagem do Bonfim.
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