As articulações de bastidor na política baiana indicam que o ex-ministro João Roma (PL) pode desistir da pré-candidatura ao governo estadual para disputar uma das vagas ao Senado em 2026, na chapa do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil). A avaliação dentro do grupo é de que uma aliança entre ambos fortaleceria a oposição na tentativa de encerrar a hegemonia de duas décadas do PT no estado.
Embora ainda não exista acordo formal, interlocutores afirmam que a possibilidade ganha corpo em razão do cenário nacional e da indefinição sobre os rumos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está inelegível e cumpre prisão domiciliar. A movimentação de Roma é vista como uma tentativa de acomodar interesses da direita baiana e construir uma frente mais ampla contra o governo estadual.
Questionado sobre o assunto, o presidente estadual do PL evitou confirmar a mudança, mas admitiu que a ideia está em discussão. “Eu repito o que eu já comentei, que não é só possível, é também um desejo e nós estamos trabalhando para que possamos viabilizar isso para o bem da Bahia, para que possamos abraçar um projeto e sobretudo para tirar o PT. Então é fundamental que haja realmente a maior possibilidade de que nós possamos nos entender e estruturar. Mais importante do que nomes é ter realmente um projeto para a Bahia”, disse Roma.
Apesar da possibilidade, o bolsonarista negou que tenha tido qualquer conversa sobre a formação da chapa com o ex-prefeito de Salvador.
“Em dezembro eu tive o meu primeiro contato pessoal com a ACM Neto, depois daquele período que nós estivemos afastados. Durante esse ano tivemos poucos contatos, mas boas conversas. Inclusive, há 15 dias tivemos uma conversa demorada aqui em Brasília, mas não chegamos nesse grau de detalhamento”, afirmou.
“Atualmente João Roma é pré-candidato a governador, ACM Neto é pré-candidato a governador, legitimamente cada um pelos seus partidos, mas há sim o sentimento para que nós possamos somar esforços e fazer um enfrentamento mais forte ao PT, porque um diagnóstico é claro, essa permanência de 20 anos do PT da Bahia não está sendo bom para a Bahia nem para os baianos”, frisou.
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