Aconteceu na manhã desta quinta-feira (10) o Seminário de Contabilidade Popular, na feira da Rua Marechal Deodoro, em Feira de Santana. A iniciativa faz parte do encerramento de um curso online promovido em todo o Brasil, que reuniu profissionais das regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste, e agora ganha uma etapa presencial com atividades práticas, rodas de conversa e o programa "Chá com Zé", idealizado para dialogar sobre associativismo e gestão popular.
Flavia Pita - Foto: Onildo Rodrigues
A professora Flávia Pita, da Incubadora de Iniciativas da Economia Popular Solidária da UEFS, afirmou aprende muito com as lutas da Marechal e ressaltou que o seminário discute a questão jurídica, contábil e gestão de organizações como associações e cooperativas que lidam com o trabalho e luta popular. “Nos juntamos a Marechal porque ela já criou a sua associação de feirantes, que prova o amadurecimento da luta que manteve essas pessoas aqui quando o poder público retirou todo mundo do centro da cidade. Estamos discutindo ativismo, luta e organização popular”, diz.
Ela ressalta que o conhecimento que se produz nas universidades é distante das pessoas e por isso ela resolveu fazer com que as pessoas tomem conta desse conhecimento. “Pensamos em formas e linguagens para dialogar com essas pessoas para que elas consigam compreender, por exemplo, um balanço contábil. A contabilidade precisa conversar com a maior parte da população que fica alheia a esse conhecimento. Um feirante precisa saber quanto gasta, compra e organizar a sua vida financeira. A associações também precisam organizar as suas vidas financeiras e isso é difícil porque as exigências burocráticas não conversam com o povo”.
Malu Azevedo - Foto: Onildo Rodrigues
Malu Azevedo, da coordenação da ONG Capina, ressalta que desde 2021 realiza cursos com essa temática e essa é a segunda edição do curso que é gratuito a nível nacional. “Foram seis meses a nível virtual com profissionais da contabilidade e áreas correlatadas no Brasil inteiro. Estamos estreitando o curso de extensão em parceria com a Capina e a Incubadora da Uefs. Estamos fazendo esse encerramento aqui e estaremos até amanhã realizando esse seminário”.
Alguns participantes do curso puderam vim para Feira de Santana para conhecer a realidade do trabalho da economia popular. Pessoas de São Paulo, Goiás, Belém estiveram presentes. “A contabilidade popular fazemos junto com os grupos que fazem parte dela. A cidade tem essa história de feiras e desde que viemos para cá para fazer esse seminário pensamos em fazer uma atividade de campo pública para ter contato com alguma associação ou cooperativa. A Marechal está iniciado o seu processo de associação, que é um direito deles, e é essa luta e reinvindicação pública que queremos apoiar e dar visibilidade com nosso trabalho”.
Silvanei Araújo - Foto: Onildo Rodrigues
O secretário de Agricultura de Feira de Santana (Seagri), Silvanei Araújo, afirmou que o município tem buscado construir a cada dia uma Marechal melhor. “Foi uma alegria ter sido convidado para esse seminário. Estamos trazendo para ela qualidade, serviços e organizando a feira. Estamos atendendo as suas demandas e trouxemos um estacionamento, as barracas maiores, limpeza. Aqui sentimos a cidade. Estamos zelando, qualificando e construindo o serviço público junto com eles. Esse local é um patrimônio de Feira de Santana”.
Professor Ivamberg - Foto: Onildo Rodrigues
O vereador Professor Ivamberg afirmou que a contabilidade popular vem auxiliar os feirantes a fazer seus negócios. “Eles vivem disso aqui. A feira da Marechal está há muitos anos nesse local e muitas famílias crescem aqui. Já é patrimônio imaterial através de uma lei municipal e conhecimento agregado a isso é muito importante. Quando instituições se unem para trazer conhecimento e auxilio aos feirantes é importante. Eles são informais, mas precisam saber as negociações, lucros. A contabilidade vem para organizar essa parte”.
Edineide Ribeiro - Foto: Onildo Rodrigues
Edineide Ribeiro, mais conhecida como Mocinha, representante dos feirantes da Marechal, ressaltou a importância do evento para fortalecer ainda mais a luta deles. “Nossa associação surgiu após um coletivo de luta pela permanecia da feira. Estamos aprendendo muito. Precisamos aprimorar mais ainda no que é associativismo. Não podemos ainda só comprar, colocar na banca e vender. Precisamos estar organizados de fato. Temos pessoas aqui hoje de todo o Brasil que nos ajuda a aprender e enriquecer nosso conhecimento”.
Com informações do repórter Onildo Rodrigues
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