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O *câncer de pênis* é uma realidade alarmante no Brasil, levando a um alto número de cirurgias de amputação do órgão, chegando a mais de 22 mil internações só na última década. Segundo o cirurgião urologista Dr. Eduardo Cerqueira, a falta de informação e o diagnóstico tardio contribuem para essa estatística preocupante. "Infelizmente, muitos homens só procuram ajuda quando a doença já está em estágio avançado, o que torna a amputação, muitas vezes, a única opção para salvar a vida do paciente", explica o especialista. A boa notícia é que esse tipo de tumor pode ser prevenido e tratado com êxito se diagnosticado precocemente.
O câncer de pênis tem como principais causas a falta de higiene íntima, infecções pelo HPV e o tabagismo. "A presença do vírus HPV é um fator de risco significativo, reforçando a importância da vacinação e do uso de preservativos nas relações sexuais", ressalta Dr. Eduardo Cerqueira. A doença atinge, principalmente, homens acima dos 50 anos, mas também pode afetar pessoas mais jovens que não adotam hábitos preventivos adequados.

Os sintomas iniciais incluem lesões, feridas persistentes, secreções com mau cheiro e sangramentos na região peniana. De acordo com o cirurgião urologista, muitos pacientes confundem esses sinais com infecções simples ou irritações e, por vergonha ou desinformação, acabam adiando a busca por atendimento médico e, consequentemente, retardando o diagnóstico e tratamento adequado.
O tratamento varia de acordo com o estágio da doença, conforme Dr. Eduardo Cerqueira. Em casos iniciais, pode ser feita a remoção localizada da lesão, mas em quadros mais graves, a amputação parcial ou total do pênis pode ser necessária. Além disso, terapias complementares, como radioterapia e quimioterapia, podem ser indicadas. “O importante e mais que necessário é que o público masculino se conscientize da necessidade da medicina preventiva e busque realizar exames e consultas anuais com um urologista de sua confiança”, salientou.
A prevenção, pois, é fundamental para evitar o câncer de pênis, assim como manter uma higiene íntima adequada, evitar o tabagismo e se vacinar contra o HPV. "Apostar na informação e na prevenção é a melhor forma de reduzir os casos e, consequentemente, o número de amputações", conclui Dr. Eduardo Cerqueira.
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