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Feira de Santana Denúncia

Família denuncia risco de perder terreno ocupado há mais de 60 anos na Lagoa Salgada e pede revisão judicial

Moradores afirmam possuir documentação antiga da propriedade e contestam ação que resultou em ordem de despejo; família cobra que seja ouvida pela Justiça.

27/07/2026 14h14
Por: Karoliny Dias Fonte: Boca de Forno News

Foto: Boca de Forno News 

Uma família residente na comunidade da Lagoa Salgada, em Feira de Santana, denuncia estar enfrentando uma disputa judicial pela posse de um terreno onde afirma viver há mais de seis décadas. Os moradores alegam que receberam uma ordem de despejo recentemente e contestam a legalidade da ação, afirmando possuir documentos antigos que comprovam a propriedade da área.

Em entrevista ao Portal Boca de Forno News e ao programa Boca de Forno, o representante da família, Roberto, contou que a disputa teve início há cerca de um ano, após outra parte reivindicar a propriedade do terreno. “Esse terreno é da nossa família. Nós temos documentos de mais de 60 anos, enquanto eles dizem ter adquirido a área há cerca de um ano”, afirmou.

Segundo Roberto, o imóvel foi adquirido por seu pai após a compra de uma área pertencente à família Fortunato. Ele também informou que recebeu uma intimação judicial há aproximadamente oito dias. “A área sempre pertenceu à nossa família. Eu nasci e cresci aqui”, disse.

A sobrinha de Roberto, Patrícia Macedo, reforçou o vínculo histórico da família com o local. Emocionada, ela afirmou que nasceu na propriedade e relatou lembranças da infância ao lado dos avós. “Vou completar 52 anos em dezembro e nasci aqui. Minha avó e meu avô trabalhavam com muita honestidade. Cresci neste lugar e só queremos justiça. Como alguém pode dizer que comprou um terreno onde eu nasci há mais de cinquenta anos?”, questionou.

Foto: Boca de Forno News 

Moradora da região há 27 anos, Adriana também manifestou apoio à família. Segundo ela, sempre conheceu os moradores vivendo no local e considera injusta a situação enfrentada pelo grupo. “Conheço essa família há muitos anos. Sempre viveram aqui. Agora, depois de uma vida inteira de trabalho, recebem uma ordem de despejo. Eles precisam ser ouvidos. Pelo que relataram, houve audiências das quais não tiveram conhecimento. Esperamos que a Justiça analise o caso com atenção”, afirmou.

Durante a entrevista, familiares e apoiadores fizeram um apelo para que o processo seja reavaliado, defendendo que a posse histórica da área e a documentação apresentada sejam consideradas antes de qualquer decisão definitiva.

A reportagem não teve acesso aos autos do processo nem ao posicionamento da parte que reivindica a propriedade do terreno, mas deixa claro que o espaço está aberto para manifestação dos envolvidos e das autoridades responsáveis pelo caso.

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