
A partir desta sexta-feira (1º), o preço do gás de cozinha, conhecido como Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), sofrerá um aumento significativo na Bahia, impactando diretamente o bolso dos baianos.
O reajuste de 10,5% no preço foi confirmado pela Acelen, empresa responsável pela Refinaria de Mataripe. O Sindicato dos Revendedores de Gás (Sindrevgás) indicou que o reajuste resultará em um acréscimo de cerca de R$ 7,00 a R$ 8,00 no preço final ao consumidor. Atualmente, o preço médio do gás em Salvador é de R$ 134,00, e com o reajuste, a expectativa é que ultrapasse R$ 140,00.
A Acelen explicou que os preços do gás são ajustados mensalmente, levando em consideração variáveis como o custo do petróleo, que é adquirido a preços internacionais, além do valor do dólar e do frete.
O aumento preocupa muitas famílias, especialmente em um cenário de constantes elevações nos preços dos alimentos. A técnica de enfermagem e confeiteira, Raniele Santana, expressou sua indignação: “Com o aumento dos alimentos, se alimentar está se tornando um luxo. Agora, com o impacto do gás, fica ainda mais difícil para as famílias comuns e para quem usa o gás como meio de sustento”, disse.
Raniele utiliza o gás não apenas para cozinhar para seus filhos, mas também para preparar salgados sob encomenda. “Já tinha dificuldade para comprar insumos, agora isso. Sobreviver está cada vez mais complicado”, desabafou.
Ela ainda ressaltou que muitas pessoas vivem com um salário mínimo e têm diversos custos, incluindo aluguel. “É uma dor de cabeça. As pessoas que trabalham precisam do gás, mas não podem repassar o aumento para os clientes, pois isso prejudica as vendas”, explicou.
A analista de atendimento, Viviane Santos, também comentou sobre a situação: “Aumenta tudo, menos o salário. É complicado para todas as famílias, grandes e pequenas”.
A designer Rafaela Pacífico classificou o aumento como “absurdo”. “Recentemente paguei R$ 135 por um botijão. Em breve, o gás se tornará um item de luxo, acessível apenas a pessoas ricas”, alertou.
Rafaela enfatizou a negligência com milhões de brasileiros que já enfrentam desafios para sobreviver. “Isso pode levar muitas famílias a reduzir a produção de comida, afetando a saúde e outras áreas essenciais”, concluiu.
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