O presidente do União Brasil na Bahia, deputado federal Paulo Azi, acusa o governo do estado de dar “calote” nos professores, após o envio da proposta de pagamento da segunda parcela do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) à Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). Para Azi, a gestão estadual está “insensível” diante das reivindicações dos docentes.
“O governo do estado novamente tenta dar um calote nos professores ao enviar ao Legislativo um PL que não prevê o pagamento de 100% dos precatórios do Fundef. Na proposta, o governo não incluiu o pagamento de juros e mora, o que é um direito dos profissionais da educação”, escreveu o parlamentar na plataforma X, antigo Twitter. “Mesmo diante de tanta mobilização dos professores, o governo demonstrou insensibilidade e não incluiu o valor integral”, completa.
O projeto de lei encaminhado à Alba, na última quarta-feira (16), prevê o recebimento de apenas 60% do montante correspondente à segunda parcela dos recursos que a União deve à Bahia. Já os professores pedem que sejam pagos integralmente o benefício com correção dos juros e mora. Ainda na publicação, Azi enfatiza a profissão do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e alega que “a categoria deveria ser valorizada para que a nossa educação possa avançar”.
“Muito me impressiona que um governador professor adote uma postura dessa com uma categoria que deveria ser valorizada para que a nossa educação possa avançar”, afirmou o parlamentar. “Contudo, infelizmente, o que ele faz é o contrário. Por causa de medidas como essa que a educação da Bahia está entre os últimos lugares no país”, conclui.
A medida que contraria os docentes baianos da rede estadual ocasionou uma paralisação geral das atividades no Estado. De acordo com a Associação Classista da Educação e Esporte da Bahia (ACEB), a mobilização está prevista para continuar até a próxima terça-feira (20), quando deve ser votado o PL dos Precatórios, na Casa Legislativa.
A sessão ordinária da última quarta (16), na Alba, discutiria a proposta de pagamento aos professores. Por falta de quórum, a sessão não foi à frente, fazendo com que o líder da oposição, deputado estadual Alan Sanches (UB), pedisse a obstrução da reunião a fim de dar início ao debate sobre o assunto. Em conversa com a imprensa, o parlamentar defendeu que a apreciação da matéria seja realizada em consenso entre o Estado e os professores.
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