Conforme relata a coordenadora de Ciências Humanas e Sociais da Unesco no Brasil, Marlova Noleto, “a violência nas escolas reproduz a violência na sociedade, não é um fenômeno intramuros isolados”.
No Brasil a violência passou a fazer parte do dia a dia das escolas públicas e particulares. Passou a fazer parte de uma vez por todas do currículo escolar dos alunos brasileiros. O que deveria ser um embate tranquilo e saudável no campo das ideias, entre mestres e aprendizes, passou cada vez mais para os que frequentam as escolas um terrível risco de vida.
As escolas atualmente se transformaram em verdadeiros campos de guerra onde se praticam todo tipo debullying, de “quebra pau”, de mutilações e até de assassinatos no interior das escolas, como ocorreu em São Paulo, Blumenau, Santa Catarina e, infelizmente, está se alastrando por todo o País.
Parafraseando a educadora Marlova Noleto, “os ambientes escolares deixaram de ser lugares protegidos e muitos pais perderam a tranquilidade ao levar os filhos à escola”. Segundo a mestra a ausência de normas claras e melhor cordialidade entre alunos e professores colaboram com o aumento da violência escolar.
Durante a campanha para as eleições ao cargo de presidente da República, o pré-candidato Jair Bolsonaro gerou uma grande polêmica ao aparecer nos telejornais ensinando uma criança a fazer o gesto de arminha com a mão. “Vamos fortalecer a nossa liberdade, vamos conseguir porte de arma de fogo para vocês”, assegurou o candidato defendendo o armamento da população.
Com certeza absoluta a violência das crianças nas escolas é consequência, principalmente, da negligência de um governo que resolveu armar a população e influenciar as crianças de forma irresponsável, estimulando-as a fazer arminha, além da negligência dos pais ou responsáveis que, na grande maioria das vezes, são seguidores deste político de qualidade ínfima.
A família é ou deveria ser a base da educação e a escola uma continuidade da família, ajudando na educação e, acima de tudo, intelectualizar seus alunos.
Alberto Peixoto
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