No governo do ex presidente Jair Bolsonaro os pobres estavam comprando ou pegando nos açougues sobras de ossos, peles de galinhas vendidas como carne e pelancas bovinas para tentar se alimentar como se esses ingredientes fossem um alimento normal. Acompanhava estes refugos o feijão bandinha, um produto decorrente de processo de beneficiamento, ótimo para alimentação de animais.
O pobre não estava se alimentando adequadamente. Na realidade, comiam ração como animais, quando achavam. A insegurança alimentar do pobre era estarrecedora! Deitava-se para dormir sem ter a certeza se, quando acordasse, teria o desjejum ou algo para se alimentar durante todo o dia. Com certeza não teria além da alimentação normal – café da manhã, almoço e jantar – um lanche durante o dia. Um biscoito, uma laranja, uma fruta ou uma outra alimentação qualquer.
A fome e a desigualdade social no governo Bolsonaro marcharam em direção à miséria absoluta levando consigo os mais humildes, ou seja: até o final de 2022, 33,1 milhões de brasileiros estavam em situação de miséria, segundo o instituto de pesquisa Vox Populi.
Em seu discurso de campanha, Luís Inácio Lula da Silva prometeu que em seu governo o pobre voltaria a comer picanha e tomar sua cervejinha no final de semana. Na realidade, a picanha e a cervejinha no final de semana foi uma metáfora usada pelo presidente Lula em relação à insegurança alimentar sofrida pela classe mais desfavorecida deste país. O pobre não deve comer só feijão com farinha e ovo e sim uma alimentação mais substancial. Uma carne, chã de dentro, frango, peixe, filé ou o que ele quiser comer. A promessa de Lula é de que as pessoas voltem a ter uma vida digna. Todos os brasileiros sabem que poucos podem comer picanha todos os dias. Picanha neste país sempre foi alimento de rico.
A certeza que todo o brasileiro tem é de que agora o Brasil tem governo. Agora temos certeza de que alguma coisa está sendo feita, não só pelos pobres, mas por toda a nação brasileira.
Alberto Peixoto
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