A Lei Áurea, assinada no dia 13 de maio de 1888 pela Princesa Isabel nas atribuições de regente do império do Brasil, libertou os negros, mas não trouxe a igualdade na sociedade brasileira. O negro permanece marginalizado pela sociedade por falta de acesso à educação formal e pelo racismo que sempre predominou no Brasil.
Infelizmente, até hoje este pensamento desumano – ou atitude cruel – continua sustentado, principalmente pela classe média e até entre os que propõem dirigir a nação.
Lamentavelmente ouvimos hoje os seguidores de Jair Bolsonaro, e que infelizmente não são poucos, se referirem aos negros como animais que têm seu peso medido em arrobas, como bois ou qualquer outro animal e dando a entender que são preguiçosos. “Não servem nem para procriar”.
O negro, principalmente nordestino, segundo Bolsonaro, é um miserável que se prende pela barriga e que devem comer capim. Quem apoia esses políticos fascistas está negando suas origens, tem falta de amor próprio, baixa autoestima e incapacidade de raciocinar.
O Estado brasileiro sempre foi escravagista, transformando-se sempre por velhos conceitos republicanos excludentes. Determina que, não só os negros, mas os de baixa renda sejam excluídos, colocando-os sempre à margem da sociedade.
135 anos após o fim da escravidão os negros no Brasil seguem excluídos, seja na chance de conseguir um emprego, na remuneração por um trabalho igual executado por seu colega branco ou na possibilidade de ter acesso a uma Universidade, entre tantos outros exemplos.
Pode-se concluir que a Lei Áurea pôs fim à escravidão legalizada, mas os negros continuam discriminados e excluídos das oportunidades oferecidas pela atual sociedade parva brasileira. Imaginem se o candidato fascista fosse eleito Presidente do Brasil para um período de mais quatro anos!
É impossível alguém em sã consciência aceitar que um nazifascista com pensamentos racistas, venha governar uma nação cuja população é fruto de uma grande miscigenação.
Alberto Peixoto
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