A Polícia Civil impôs sigilo na investigação sobre o assassinato do oficial da Aeronáutica Ricardo Mendes de Sena, de 48 anos. Ele foi baleado quando estava de passageiro em um veículo de transporte executivo na Rodovia Miguel Melhado Campos (SP-324) a caminho do Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP). Não há informações de suspeitos identificados ou presos.
O crime ocorreu em 7 de novembro e inicialmente é tratado como latrocínio, uma vez que um celular e uma maleta da vítima foram levados. A apuração é feita pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG).
"O latrocínio é investigado, sob sigilo, pela 1ª Delegacia de Investigações Gerais [DIG], da Deic [Divisão de Investigações Criminais]. A equipe da unidade está empenhada no caso e segue realizando diligências para o esclarecimento dos fatos. Detalhes serão preservados para garantir a autonomia ao trabalho policial", diz nota da SSP enviada ao g1 na tarde desta terça.
O que já foi feito?
A Polícia Civil confirmou já ter ouvido o motorista contratado para buscar o oficial da Aeronáutica para transportá-lo de Louveira (SP) até Viracopos, de onde viajaria até Brasília (DF). Segundo a Polícia Militar, o condutor ficou ferido de raspão no rosto e foi até a base da corporação no aeroporto pedir ajuda. Já Sena foi atingido na cabeça, não resistiu aos ferimentos e o óbito ocorreu no local.
"Ele [motorista] está abalado ainda", falou o delegado do caso, José Glauco Ferreira, no dia em que houve o depoimento. Segundo ele, este primeiro relato não foi contundente a ponto de permitir a identificação de suspeitos, e a polícia ainda vai buscar possíveis "testemunhas oculares". Além disso, a polícia explicou que a contratação do serviço foi aleatória: o motorista não era um conhecido da vítima.
Além disso, a instituição também aguarda laudos periciais e procura imagens gravadas no trajeto entre Louveira e Campinas. "Não há nenhuma informação de ameaça contra ele [vítima]", falou Ferreira ao mencionar que os próximos depoimentos serão de policiais militares que atenderam a ocorrência.
O oficial da Aeronáutica nasceu em Salvador (BA), onde foi sepultado nesta manhã. Ele foi aluno da Escola de Música da Universidade Federal da Bahia (EMUS Ufba) e morava há dois anos em Brasília.
O que já se sabe?
Segundo a Polícia Civil, já foi identificado que uma van teria obrigado o veículo de transporte executivo, onde estava a vítima, a diminuir a velocidade para ser alvo de diversos disparos de arma de fogo.
"Essa van surgiu na frente, diminuiu a velocidade, fazendo com que o motorista, para não colidir, freasse o carro. A gente não consegue entender ainda essa violência gratuita. Não houve reação, não havia arma", falou o delegado do caso ao mencionar que o oficial estava desarmado e viajava com um instrumento musical. Sena, durante a trajetória, se apresentou com artistas como Carlinhos Brown.
A polícia ainda apura se na maleta roubada estavam documentos da vítima. Segundo a Polícia Civil, os criminosos desceram do carro e levaram a maleta e o celular do oficial após seis disparos atingirem o veículo. Uma perícia foi feita no local e no carro, levado ao pátio da PM e depois liberado para a família.
O que diz a FAB?
Em nota, a Força Aérea Brasileira lamentou a morte do militar que integrava o efetivo da Base Aérea de Brasília (DF).
"A instituição expressa suas condolências e presta todo apoio à família do militar nesse momento de pesar. A FAB acompanha a elucidação dos fatos e colabora com as investigações do ocorrido", diz o texto da assessoria.
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