O Conselho Estadual de Saúde (CES) da Bahia, órgão responsável pela fiscalização da política estadual de saúde, emitiu uma nota em repúdio à falta de resolução referente aos atrasos e irregularidades na entrega de medicamentos no estado.
O documento aponta uma continuidade da negligência por parte do Ministério da Saúde, que já teria sido notificado do problema. As dificuldades estariam acontecendo desde o final do ano de 2020.
De acordo com o presidente do CES, Marcos Sampaio, a irregularidade no fornecimento tem atingido medicamentos para enfermidades como diabetes, alzheimer e HIV/Aids.
“Se você for nas unidades de saúde, hoje, várias delas estão com estoque zero de medicamentos para essas áreas”, explica o gestor. “Para pessoas que precisam desses medicamentos para continuar a viver, diminuir as sequelas e melhorar sua condição de vida”, diz.
Ainda segundo Marcos, o Conselho tem atuado de maneira firme na cobrança pela regularização da entrega, mas o posicionamento do Ministério da Saúde não tem sido como o esperado.
“As desculpas variam. Falam sobre a ausência de fornecedores, que vão regularizar a distribuição, mas são desculpas esfarrapadas, que não têm nenhum tipo de justificativa”, reclama Marcos Sampaio.
Além dos problemas com medicamentos, a nota emitida pelo CES aponta ainda o repúdio do conselho ao projeto de orçamento para 2023 enviado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) ao Congresso, no qual consta corte na área da saúde.
“Para nós, é uma perversidade”, aponta o presidente do CES. “O impacto é a descontinuidade do tratamento, principalmente nos casos daqueles que não têm como comprar”, conclui.
A equipe de reportagem procurou o Ministério da Saúde que, em nota, disse que “nenhuma política pública será interrompida. A pasta está atenta às necessidades orçamentárias e buscará, em diálogo com o Congresso Nacional, as adequações necessárias na proposta orçamentária para o próximo ano”.
Corte de verbas 2023
A proposta enviada pelo presidente em agosto ao Congresso cortou em 59% o orçamento do próximo ano para a Farmácia Popular. A nota do CES aponta para o corte de verbas que garantiam a produção e a distribuição de uma série de medicamentos, entre eles aqueles voltados para tratamentos de pessoas com HIV.
“Você tira recursos de áreas importantes como DSTs, Aids, Hepatites Virais e coloca em orçamento secreto, que não respeita nenhum tipo de planejamento, fica a gosto do parlamentar. Não é uma leitura de só corte orçamentário, mas de restrição ao direito à saúde da população”, diz Marcos.
Banco Master Eleições: Vorcaro e Zettel dizem ter “bala de prata” para definir disputa presidencial
Política PoderData/AYA: Lula e Flávio Bolsonaro empatam em última pesquisa para presidente no primeiro turno da eleição de 2026
Eleições 2026 AtlasIntel/A TARDE: Wagner e Rui mantêm liderança na corrida pelo Senado
Pesquisa AtlasIntel/A TARDE crava vitória de Jerônimo Rodrigues no 1º turno
Debate na Globo Comentarista da Globo diz que Flávio Bolsonaro fugiu de debate após exigir que Renan Santos não participasse
Eleições 2026 Professora Dayane Pimentel amplia presença na campanha ao lado da chapa de ACM Neto 
Mín. 20° Máx. 35°
Mín. 20° Máx. 33°
Chuvas esparsasMín. 20° Máx. 30°
Chuvas esparsas


