O QG da reeleição de Jair Bolsonaro (PL) sofrerá uma baixa na última semana da campanha: o ministro da Casa Civil e coordenador da campanha, Ciro Nogueira (PP), vai tirar férias do ministério até o dia 2 de outubro, quando acontecerá o primeiro turno.
Ciro fará o pedido para atuar na campanha de sua ex-mulher, Iracema Portella (PP), que é candidata a vice na chapa de Sílvio Mendes (União Brasil) ao governo do Piauí.
A campanha de Sílvio Mendes tentou não ser associada ao presidente Bolsonaro, mesmo com a vice sendo do PP e com vínculo a Ciro Nogueira. O argumento é que o presidente possui um candidato local: Coronel Diego Melo, do PL.
Segundo pesquisa Ipec de 13 de setembro, Jair Bolsonaro possui 20% das intenções de voto na disputa nacional, enquanto Lula soma 61%.
Mais do que as pesquisas, a situação no Piauí é inusitada: Sílvio Mendes foi proibido pela Justiça eleitoral de associar sua campanha à imagem de Lula, justamente o principal adversário de Bolsonaro na eleição presidencial.
A decisão da Justiça aconteceu em 2 de setembro e a campanha de Silvio Mendes alegou que não confeccionou qualquer peça com a imagem de Lula e que os santinhos foram "feitos por um prefeito, que pagou do próprio bolso para fazer essa divulgação".
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