O procurador do município de Feira de Santana, Carlos Alberto Moura Pinho, voltou a falar sobre o orçamento municipal, a LDO. Ele falou sobre suas expectativas para os próximos passos para a aprovação da proposta. Moura Pinho disse que aguarda o posicionamento da Câmara de Feira para votar o orçamento. “É o que a lei determina. O assunto está inteiramente a disposição e aos cuidados da Câmara Municipal que eu espero que outorgue a cidade a lei mais importante que existe no ordenamento jurídico, depois da Lei Orgânica, para que o governo posso administrar com as condições que o orçamento prevê”, disse.
Moura Pinho diz ainda que a Prefeitura não pode alterar o orçamento porque isso é proibido pela Lei Orgânica e só quem pode fazer isso é a Câmara, que tem o poder de emendar. “O prefeito não pode porque o Orçamento já foi votado em comissão permanente e a Lei Orgânica é clara no sentido de proibir qualquer movimentação depois dessa votação”, explica.
Após as mudanças da Casa da Cidadania, caso o prefeito Colbert Martins não concorde com elas, entendendo que é ilegítimo e inconstitucional, ele pode vetar. “A Câmara, cujo o grupo tem maioria, derruba o veto e nós voltamos a discutir no lugar onde as pessoas civilizadas vão quando não tem acordo: na Justiça”.
Ainda conforme o procurador, a última liminar é realmente favorável à Câmara, mas não "na extensão que estão anunciando" de que o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorizou a vigência plena da lei e que ela regesse a construção do orçamento de 2022. “Primeiro que é proibido ao presidente do Tribunal de Justiça da Bahia e ao presidente do STJ se manifestar a respeito do mérito da questão. Inclusive, na decisão, ambos os presidentes falam disso. É uma mentira deslavada dizer que o TJBA e o STJ autorizaram o uso da LDO promulgada em 10 de dezembro para a construção do orçamento”.
Moura Pinho diz ainda que não existe o poder de retroceder no tempo. Isso porque existia uma LDO vigente em 26 de agosto, que foi a ocasião em que o prefeito promulgou a LDO e no dia 30 de setembro era o prazo fatal para o prefeito enviar o orçamento para a Câmara. “O prefeito enviou no dia 28. A lei que existia vigente para construir o orçamento e que tinha que ser enviado até essa data era a promulgada pelo prefeito. Não pode, portanto, uma lei que promulgada em 10 de dezembro, que foi a ocasião em que a Câmara promulgou a sua LDO com os vetos derrubados, voltar no tempo para reger a construção de um orçamento que teria que estar entregue a Câmara até 30 de setembro. A questão é essa”, explica.
Ele disse ainda que não existe um prazo final para terminar o entrave, mas ele não crê que demore o ano inteiro porque é uma matéria sensível e o judiciário deve a sociedade uma decisão definitiva de mérito para poder colocar a vida do município no plano da normalidade. "Espero que as pessoas tenham bom senso, deixem de fazer oposição sistemática e tratem o assunto com a seriedade que ele merece", finalizou.
Guerra no Oriente Guerra no Oriente Médio pressiona preço dos combustíveis e já impacta consumidores na Bahia
Feira de Santana Confira as vagas de emprego disponíveis para esta segunda-feira (9)
Feira de Santana Milhares de candidatos fazem provas do concurso público para professor em Feira de Santana
Majestades quilombol Majestades quilombolas marcam presença na abertura da Festa de Emancipação da Matinha
Bandas filarmônica Projeto Retreta resgata tradição das bandas filarmônicas e encanta público na Praça da Matriz
Feira de Santana Prefeito Zé Ronaldo recebe fotógrafos lambe-lambe e anuncia reforma de praças em Feira de Santana 
Mín. 22° Máx. 34°
Mín. 22° Máx. 33°
Tempo nubladoMín. 21° Máx. 33°
Parcialmente nublado



