O rendimento familiar das pessoas declaradas pretas ou pardas no Brasil foi, em média, 73,3% menor do que a renda da população branca em 2020, primeiro ano da pandemia do novo coronavírus.
Os dados fazem parte da pesquisa ‘Síntese De Indicadores Sociais’, divulgada nesta sexta-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O levantamento do instituto detalha que a população ocupada branca tinha um rendimento médio de R$ 3 mil mensais, enquanto pessoas pretas e pardas no Brasil ganharam no ano passado, em média, R$ 1,764 mil por mês.
A diferença de arrecadação entre os sexos também chamou atenção: O rendimento dos homens era 28,1% maior que o das mulheres.
Em média, o rendimento da população brasileira foi de R$ 1,3 mil mensais em 2020, valor 4,3% menor do que o registrado em 2019 — momento anterior à recessão econômica gerada pela pandemia.
O IBGE ainda mostra que a queda na arrecadação dos brasileiros, no ano passado, teria sido 6,0% menor caso o governo federal não tivesse realizado programas sociais, como o auxílio emergencial.
“O decimo [10%] da população com a menor remuneração teria perdido 75% de seus rendimentos, sem esses programas sociais”, destaca um trecho da pesquisa do IBGE.
Para o cientista político e doutor em direito, Geraldo Tadeu, os resultados apresentados na pesquisa mostram um reflexo da desigualdade registrada no país. De acordo com ele, essa depreciação aos negros vem se acentuando ao longo dos anos.
“Isso reflete uma persistente e aprofundada desigualdade na estrutura social brasileira, em que sistematicamente pretos e pardos recebem menos do que brancos, em muitos casos fazendo o mesmo trabalho. Isso vem desde a escravidão, não é de hoje. E tudo isso vem se acentuando nos últimos anos em função da crise econômica que temos vivido”, destacou o cientista político.
Recorde de desemprego
A queda no rendimento médio do brasileiro não foi o pior problema causado pela pandemia da Covid-19, segundo o IBGE. A pesquisa mostra que o Brasil nunca registrou tantos desempregados como em 2020.
O levantamento do instituto destaca que o nível de ocupação no país foi o menor já registrado: apenas 51% tinham trabalho. Entre os jovens com 14 a 29 anos, esse indicador caiu de 48,2% em 2019 para 40,7% em 2020. No mesmo período, a taxa de informalidade da população ocupada do país caiu de 41,1% para 38,8%.
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