Em uma pesquisa realizada pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica e Estética (ISAPS), organização mundial que compila dados de cirurgiões de 110 nações, 13,1% de todas as cirurgias plásticas realizadas no ano de 2019 foram no Brasil. O país liderou o ranking por dois anos seguidos, com mais de 11,3 milhões de procedimentos realizados. Com a pandemia esse número diminuiu, mas ainda foi o suficiente para fazer do Brasil líder mundial. Ainda assim, pode-se notar aumento de 30% na procura por cirurgias entre os meses de setembro e outubro de 2020.
César Kelly, cirurgião plástico, confirmou esses dados. Segundo ele, as pessoas querem melhorar a sua imagem e ajudar a aumentar a sua autoconfiança. “Como sempre as mulheres são um grande contingente, mas tem aumentado a procura dos homens. Hoje a proporção é de 80% de mulheres e 20% de homens”, explicou.
As mulheres, conforme César Kelly, são mais ligadas aos seus contornos. “Normalmente elas fazem cirurgia da mama tanto para aumentar como para diminuir, abdômen, sobretudo aquelas que já tiveram gravidezes grandes e aquelas que têm deformidades por má distribuição da gordura e precisa fazer lipoesculturas e lipodefinições. Fora isso, tem a cirurgia de rejuvenescimento facial”, disse.
Já os homens, curiosamente, o procuram para fazer a cirurgia de ginecomastia e as lipodefinções. Ginecomastia é o aumento do volume mamário devido ao desenvolvimento exagerado da glândula mamária em homens, que pode ser tanto unilateral como bilateral e causar grande constrangimento no convívio social. “Eles fazem esses procedimentos para ter uma figura mais esbelta”, completa.
Não é qualquer pessoa que pode realizar esse tipo de cirurgia. Segundo César Kelly, cirurgia plástica é um ramo da Medicina e tem que ser tratada como tal. “É fundamental a consulta, o preparo do pré-operatório que implica em todos exames e saber se esse paciente tem condições físicas de fazer a cirurgia ou não. Existem pessoas com problemas de saúde que não são candidatas a fazer esse tipo de cirurgia que tem um caráter eletivo”, explica.
O médico cirurgião plástico afirma que a idade também tem implicações. “Recomendamos que se deve realizar esse tipo de cirurgia a partir dos 18 anos, quando a pessoa tem maturidade física e emocional. Tem suas exceções como pacientes que tem a mama gigante. Mesmo assim precisa da autorização dos pais e assim conseguimos fazer a cirurgia. Outras são as cirurgias reparadoras como lábio leporino, fenda palatina que são feitas quando eles ainda são crianças”, concluiu.
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