Comerciantes da área térrea da Cidade das Compras tem reclamado do baixo movimento no local. Alguns precisam vender suas mercadorias em outros lugares para poder ter condições de pagar o condomínio que pode chegar até a R$ 198,00. Isso porque ainda não estão pagando aluguel que pode chegar a R$ 600,00.
Nadiane dos Santos Felix, comerciante da Cidade das Compras, falou sobre o movimento. Segundo a comerciante, que vende acessórios para celular, brinquedos e roupas fitness, o movimento é muito fraco. “Minha salvação são os vizinhos que compram, mas a massa ainda não chegou aqui. Esperamos que o povo venha comprar com a gente”, disse.

A comerciante já está a um mês no local, mas existem pessoas que estão há mais tempo. Por pouco tempo ficou no local um ponto de vacinação, o que aumentou um pouco o movimento. “Só que não permaneceram. Logo o ponto saiu. O movimento aqui praticamente zerou. Se não melhorar vai ficar difícil”.
Nadiane tem um box de quase três metros em que ela paga R$ 198,00. Questionada sobre se está dando para pagar, a comerciante disse que não. “Estou tirando do meu porque daqui mesmo não consigo pagar. Antes eu vendia meus produtos em minha residência. Era melhor quando eu estava lá”, completou.

Já a comerciante Silvania Fernandes, que está a um ano no local, disse que o movimento está péssimo. “Horrível. E é assim todos os dias. De segunda a sábado é isso aqui, nenhum movimento. Ficamos aqui o dia todo para não vender praticamente nada”, lamentou a comerciante de roupas. Silvania disse que precisa vender mercadoria em outra lugar para pagar o box que está. “Não venho todos os dias porque vendo fora. E vou guardando dinheiro para pagar mercadoria, condomínio que não posso ficar sem pagar os R$ 189,00. Se eu for depender daqui não pago nada”.
Para melhorar a situação do local, Silvania disse que precisa de mais divulgação e mais desempenho do administrador do shopping. “Tem muitos boxes fechados. Se você reparar não tem nem 15 boxes abertos. Ele tem que procurar dar um jeito e ajudar a gente porque ele fazendo isso a gente também ajuda a ele com condições de pagar o condomínio e o aluguel quando vier, que serão quase R$ 600”, completou.

Paula Araújo, também comerciante do local, tem a mesma reclamação, movimento baixo. “Não temos fluxo. Estamos enfrentando dificuldades porque não tem clientes, os compromissos chegam e não temos condições de pagar porque a situação é essa, o lugar vazio. Temos que pedir a Deus que mande alguém para entrar para ao menos conseguirmos o dinheiro do pão”, falou.
Segundo Paula, que também vende roupas, está difícil continuar no local. “A área ainda não está concluída e ficamos sem respostas da direção. Só chegam os boletos de cobrança todos os meses”, diz. Paula admite que não consegue pagar o condomínio e está em dívida. “Estou aqui o dia todo e não tenho como ganhar fora. Não podemos trabalhar fora porque precisa abrir o ponto e ficamos impedidos de ganhar dinheiro”.
Ela espera compreensão e ajuda da população feirense e das autoridades. “Espero que eles entendam que não temos condições e lutamos para não vim para cá. Que o Poder Público se manifeste e veja o que vão fazer com o camelô de Feira de Santana”, disse. Paula comercializava suas roupas na Rua Sales Barbosa e lembra que antes poderia fazer um compromisso pela manhã porque sabia que a noite poderia arcar. “Aqui vivo na incerteza se vou vender uma peça hoje ou não. Eu não saí das ruas, eu fui arrancada. Eu só assinei o contrato daqui depois que meu box foi arrancado. E estou aqui porque em casa não posso ficar e na esperança de que melhore. A cidade não tem emprego, tem gente correndo para a informalidade como já vivemos e a situação é de incerteza”, lamenta.
Ainda conforme a comerciante, muitos dos seus colegas, assim como ela, não dormem porque estão devendo, sem saber o fazer e de onde tirar. “Pedimos às autoridades que olhem o nosso lado. Não queríamos ter vinculo com empresário. Nós, que somos camelôs de sangue, sabemos que toda mudança é difícil. Da Sales Barbosa para o Centro de Abastecimento é uma mudança muito difícil.
Paula disse ainda que a divulgação hoje é zero por parte da direção. “Não tem divulgação da direção. A divulgação somos nós que tentamos fazer nas redes sociais. Antes de virmos para cá tinha comercial em televisão, em ônibus. Depois que viemos para cá ficamos esquecidos. O que se dizia era que o Shopping Popular ia fazer o pequeno ficar grande e nessa ilusão muitos correram logo para cá. E nós sabemos que camelô tem que ficar onde tem gente. Estamos aqui perecendo, na verdade”, concluiu.
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