Vereador Jhonatas Monteira (PSOL), também ressaltou a importância do discurso de Reinaldo Maia, presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência e vice-presidente Estadual da Pessoa com Deficiência. "Aqui no Município existe um descumprimento generalizado daquilo que existe na Legislação para assegurar a acessibilidade. Esse direito não se resume a rampas de acesso. A rampa é apenas um pequeno elemento dentro da discussão de acessibilidade", disse.
Na opinião do vereador, existem outras discussões a serem abordadas a exemplo do capacitismo, que é a discriminação sofrida por pessoas com deficiência no cotidiano, seja através de expressões ou obstáculos colocados para que essas pessoas não tenham acesso ao mercado de trabalho, ao espaço escolar ou outros locais de convício social. “Existe o problema da acessibilidade física de locais que não são acessíveis como prédios públicos ou elevadores de ônibus que não funcionam, a questão da sinalização. Mas também tem a acessibilidade pedagógica na escola que deve ser inclusiva. O Governo Federal está tentando segregar as pessoas com deficiência o que é um equivoco e um retrocesso. Há ainda a falta de amparo a entidades sociais que realizam um trabalho a defesa de direitos e acolhimento de pessoas com deficiência muitas vezes substituindo aquilo que o Poder Público deveria fazer”, completou.
Finalizando sua fala, o vereador salienta que vê um cenário difícil para a pessoa com deficiência no Município de Feira de Santana e, mesmo as iniciativas que o Governo “propagandeia” para dizer que é em função da acessibilidade, não cumprem os requisitos. “Basta dar uma olhada pelas calçadas já feitas que sequer tem piso tátil. É uma contradição que vivemos e o discurso de Maia nesta Casa tocou em um conjunto desses ponto e exigiu o que é básico: que pessoas com deficiência são cidadãs como qualquer outra e tem que ter seus direitos assegurados”, concluiu.
Com informações do repórter Reginaldo Junior
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