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Guto Cerqueira defende Mário Paim e diz não acreditar em acusação de calote envolvendo turnê de Pablo nos EUA

Presidente da ASPEM afirma conhecer o empresário há cerca de 25 anos e diz acreditar que houve algum problema ainda não esclarecido envolvendo a contratação do cantor.

02/10/2026 08h20
Por: Karoliny Dias Fonte: Boca de Forno News
Guto Cerqueira - Foto: Boca de Forno News
Guto Cerqueira - Foto: Boca de Forno News

O presidente da Associação dos Produtores, Empresários e Profissionais da Música da Bahia (ASPEM), Guto Cerqueira, comentou a polêmica envolvendo o empresário brasileiro Adilson Alves Schuina, que mora nos Estados Unidos há mais de 30 anos e afirma ter contratado o cantor Pablo para uma turnê no país. Segundo o empresário, o cancelamento das apresentações teria provocado um prejuízo de quase US$ 500 mil.

Ao falar sobre o caso, Guto Cerqueira saiu em defesa do empresário Mário Paim, apontado por Schuina como um dos envolvidos na contratação do artista. Guto afirmou conhecer Paim há aproximadamente 25 anos e destacou a trajetória profissional construída por ele no setor musical. “Pelo que eu conheço da vida de Mário Paim, ele é um produtor que eu conheço há uns 25 anos, aqui dentro de Feira de Santana. É uma pessoa que veio de baixo e cresceu. Hoje, no ramo musical, é um dos maiores produtores que chegaram ao nível nacional e está chegando também ao nível internacional”, declarou.

Para Guto, não faria sentido que o empresário tivesse deliberadamente causado prejuízo ao contratante. Ele afirmou ainda que já realizou diversos negócios com Mário Paim e que, segundo sua experiência, todos foram bem-sucedidos. “Não tem por que Mário passar um calote nesse pessoal. Ele é uma pessoa idônea. Já fiz muitos negócios com ele, todos foram bem-sucedidos. Ele tem uma vida, tem uma história, assim como o cantor Pablo”, afirmou.

O presidente da ASPEM ponderou, no entanto, que não conversou diretamente com Mário Paim sobre o episódio e que também não possui proximidade com o cantor Pablo. Na avaliação dele, pode ter ocorrido algum problema relacionado ao processo de realização da turnê nos Estados Unidos. “Houve alguma situação que não foi resolvida e o empresário lá está achando que está no prejuízo. Porque, para você sair daqui para os Estados Unidos, não é simplesmente dizer: ‘Eu vou para os Estados Unidos’. Existe uma burocracia e houve alguma coisa”, explicou.

Guto também comentou declarações atribuídas ao empresário norte-americano, que teria relatado ter sido ameaçado por Mário Paim durante o impasse. O presidente da ASPEM disse não reconhecer esse comportamento no empresário e o descreveu como uma pessoa centrada e tranquila. “Eu vi um empresário falando que estava chateado por alguma situação lá e dizendo que Mário teria ameaçado ele. Mário não é de ameaçar ninguém. É um cara muito centrado, calmo. Eu não conheço esse lado dele”, afirmou.

Segundo Guto, Mário Paim conquistou espaço no mercado musical ao longo dos anos e hoje possui forte influência no setor. Ele ressaltou ainda que o empresário construiu uma trajetória marcada por disputas e concorrência dentro do mercado da música. “Ele é uma pessoa bem-sucedida e tem empresários do ramo da música que querem ver o cara lá embaixo. Então, eu vejo que vai existir uma situação que terá que ser resolvida, e ele vai resolver da forma dele”, disse.

Apesar de defender Mário Paim, Guto reconheceu que somente os envolvidos diretamente na negociação podem esclarecer exatamente o que aconteceu. Para ele, versões diferentes podem surgir diante do conflito. “Só ele sabe dar essa explicação, porque o que ocorreu? Cada um vai contar a sua história. Agora, uma coisa eu lhe garanto: calote, ele não passa”, declarou.

Críticas a empresários do setor

Durante a entrevista, Guto Cerqueira também foi questionado sobre críticas que já fez anteriormente a grandes empresários do ramo musical na Bahia. Ele explicou que suas críticas estavam relacionadas à atuação de determinados empresários no mercado e não significavam questionamentos sobre a dignidade ou a honestidade das pessoas. “Eu fazia uma crítica a um empresário porque estavam tomando a música do meio. Quando tinha aquela situação da Sufotur, por exemplo, os caras eram donos e faziam da forma deles. Aí é uma coisa. Falar sobre a dignidade da pessoa é outra”, explicou.

Guto afirmou que não teria motivo para deixar de reconhecer uma conduta que considera correta apenas por já ter feito críticas a outros empresários do segmento. “Eu não vou chegar aqui, se tenho esse testemunho dele e posso falar bem dele, vou falar de qualquer um. Não tenho pretensão de puxar saco de nenhum deles. Mas vejo Mário como uma pessoa idônea”, afirmou.

Ao final, o presidente da ASPEM reforçou que a entidade representa diferentes profissionais ligados ao setor musical e que, em sua avaliação, Mário Paim possui credibilidade entre os integrantes do segmento. “Nós representamos não só eles, como cantores e todo esse pessoal que está aí, e todos sabem que Mário não é caloteiro. Então, não tem por que a gente não pegar e fazer a nossa parte. As coisas têm que ser feitas da forma certa”, concluiu.

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