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Secretário da Seprev esclarece atuação da Guarda Municipal durante ação de revitalização da Lagoa Salgada

Secretário da Seprev rebate reclamações de moradores sobre ação da Guarda Municipal e afirma que notificações foram realizadas antes do início da operação.

17/09/2026 17h27 Atualizada há 2 minutos atrás
Por: Karoliny Dias Fonte: Boca de Forno News
Luziel Andrade - Foto: Boca de Forno News
Luziel Andrade - Foto: Boca de Forno News

A Prefeitura de Feira de Santana iniciou uma intervenção na região da Lagoa Salgada, no bairro Lagoa Salgada, com o objetivo de revitalizar a área. A ação, que gerou reclamações de moradores que trabalham com paletes e materiais recicláveis, foi tema de esclarecimentos prestados pelo secretário municipal de Prevenção à Violência (Seprev), coronel da reserva da Polícia Militar Luziel Andrade de Oliveira, responsável pela Guarda Municipal.

Em entrevista ao portal Boca de Forno News, o secretário afirmou que a intervenção atende a uma determinação recebida pelo município por meio do Ministério Público e que a operação foi planejada com a participação de diferentes secretarias municipais.

Segundo Luziel Andrade, uma equipe esteve no local uma semana antes do início dos trabalhos para verificar a situação da área e identificar as pessoas que precisariam ser notificadas. “O município está cumprindo uma determinação que recebeu via Ministério Público. Foi planejada uma ação de revitalização em toda aquela área e, para que isso acontecesse, várias providências foram tomadas”, explicou.

O secretário afirmou que representantes da Secretaria Municipal de Prevenção à Violência, da Secretaria de Meio Ambiente, da Secretaria de Obras e de outras pastas estiveram na região para avaliar as condições do espaço. De acordo com ele, a área apresentava problemas relacionados à ocupação e ao descarte de resíduos, além da criação de animais dentro da região da lagoa. “É uma área que realmente está precisando de revitalização. É uma área bonita que, ao longo do tempo, ficou, de certa forma, um pouco abandonada, a ponto de ter várias invasões, inclusive na própria lagoa, com dejetos e criação de porcos. Não era uma ou duas situações. Eram várias”, declarou.

Durante a entrevista, Luziel Andrade também contestou a afirmação de moradores de que não teriam sido devidamente informados sobre a intervenção. Segundo ele, as pessoas que precisavam ser notificadas receberam o comunicado antes do início da operação. “Ninguém pode dizer que desconhecia a ação do município, porque esse aviso foi dado. Foram várias viaturas, vários veículos oficiais, e a imprensa estava lá e divulgou esse momento”, afirmou.

O secretário explicou que, após as notificações, foi estabelecida a data para o início dos trabalhos de limpeza e revitalização da área.

Um dos pontos questionados pela reportagem foi o relato de moradores sobre a atuação da Guarda Municipal durante a operação. Em entrevista anterior, o trabalhador Fernando da Pureza, conhecido como Dinho, afirmou que houve uma abordagem com uso de arma e que teria enfrentado dificuldades ao tentar entender o que estava acontecendo no local.

Questionado sobre a necessidade do uso da força, o secretário confirmou que houve um momento em que agentes sacaram armas, mas justificou a atitude como uma medida de precaução diante da situação. “Aconteceu um momento de saque de arma porque não se sabia quem estava dentro do veículo nem qual era a intenção dele. Então houve essa situação, mas com precaução. Não teve nada de mais”, declarou.

Segundo Luziel, o episódio ocorreu depois que um morador teria colocado um veículo e uma barreira na entrada da área para impedir o acesso das equipes. “Foi um cidadão que colocou uma barreira na entrada, com corrente e cadeado. Quando as pessoas se aproximaram, ele atravessou o veículo na frente para impedir o acesso ao local. Então, alguma coisa tinha que ser feita. Foi feita a retirada do veículo, a derrubada da cancela e o acesso ao local para que as providências fossem tomadas”, explicou.

Luziel Andrade também comentou o episódio relatado por Dinho, que afirmou ter tido a chave do carro retirada durante a abordagem. O secretário assumiu a responsabilidade pela retirada da chave e apresentou uma versão diferente da relatada pelo morador. “A chave que ele disse que tomaram da mão dele fui eu quem pegou. Quando ele saltou do veículo, ninguém sabia como estava a mão dele. Ele saiu com a mão fechada, então eu segurei a mão dele e recolhi a chave. Depois, entreguei a outra guarda para retirar o carro do local”, relatou.

Ainda segundo o secretário, não houve agressão física durante a abordagem. “Ele ficou o tempo todo de lado. Não houve nenhuma violência contra ele, nenhum fato de violência. Ele apenas queria ganhar tempo para impedir que a operação acontecesse”, afirmou.

Luziel também disse que, apesar da tentativa de impedir o acesso das equipes, houve uma negociação antes da execução dos trabalhos. “Tudo o que ele pediu em termos de tempo foi feito para que houvesse uma negociação e não acontecesse nenhum problema. No dia seguinte, porém, ele apareceu na imprensa com uma versão totalmente diferente”, declarou.

Retirada de estruturas e materiais

O secretário também comentou a situação de uma construção existente na área e de materiais armazenados por trabalhadores que utilizavam o espaço. Segundo ele, havia uma casa sendo construída em uma região que, conforme a avaliação do município, não deveria ser ocupada. A informação apresentada pelo secretário é de que teria sido acordada a retirada da construção, com a possibilidade de que a pessoa encontrasse outro local para construir.

Luziel mencionou ainda a existência de uma grande quantidade de equipamentos e madeira na área. “Tem uma casa que está sendo construída em um local bem próximo, dentro da área. Houve um comprometimento de que essa construção seria derrubada e iniciada em outro local, depois que fosse encontrado um espaço adequado”, afirmou.

O secretário acrescentou que um veículo que transportava uma grande quantidade de madeira foi retirado do local e que a situação foi encaminhada à Secretaria de Meio Ambiente.

Ao finalizar a entrevista, Luziel Andrade afirmou que os trabalhos de limpeza e revitalização da área continuam e que a intervenção será realizada conforme o planejamento do município. O secretário também criticou a utilização da área ao longo dos anos, atribuindo parte dos problemas encontrados às ocupações que, segundo ele, ocorreram de forma irregular. “A obra tem que ser feita e está sendo feita. Não adianta ficar reclamando da situação a que se chegou, porque aquela lagoa ficou daquela forma em razão da utilização irregular da área durante algum tempo. Mas chegou o momento de corrigir, e é isso que está sendo feito”, concluiu.

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