Tomando como referência uma média internacional citada pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), a diferença entre os resultados do Paraná e de Alagoas no Pisa 2025 corresponderia a aproximadamente seis anos de aprendizagem na avaliação de resolução de problemas computacionais.
O Paraná alcançou 467,4 pontos, contra 346,8 de Alagoas, uma distância de 120,6 pontos. A estimativa considera que estudantes de aproximadamente 15 anos avançam, em média, cerca de 20 pontos na escala do Pisa ao longo de um ano escolar.
Essa equivalência, porém, é apenas um parâmetro aproximado. A própria OCDE adverte que o número varia entre países e sistemas educacionais.
O Paraná obteve a maior nota do país nas quatro áreas avaliadas: ciências, leitura, matemática e resolução de problemas computacionais. Alagoas ficou na última posição em três delas. Em resolução de problemas, superou apenas Maranhão e Amapá.
A distância entre os dois estados também é elevada nas demais áreas. Em ciências, o Paraná marcou 461,6 pontos, contra 356,3 de Alagoas. A diferença de 105,3 pontos corresponderia, pela referência média da OCDE, a aproximadamente 5,3 anos de aprendizagem.
Em leitura, foram 458 pontos no Paraná e 362,6 em Alagoas, um intervalo de 95,4 pontos, correspondente a aproximadamente 4,8 anos, segundo a mesma aproximação. Em matemática, as médias foram de 423,1 e 332,9, respectivamente. A diferença de 90,2 pontos corresponderia a cerca de 4,5 anos.
É a primeira vez que o Pisa permite uma comparação direta entre os 26 estados e o Distrito Federal. Até a edição de 2022, a amostra brasileira do exame era representativa apenas das cinco macrorregiões do país: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul.
Quatro estados e DF concentram melhores notas, incluindo SP
Os cinco primeiros colocados são os mesmos nas quatro áreas, embora a ordem varie. Paraná e São Paulo ocupam, respectivamente, o primeiro e o segundo lugares em todas elas. Santa Catarina, Minas Gerais e Distrito Federal completam o grupo.
Tomando como referência a média internacional de 20 pontos por ano citada pela OCDE, a vantagem do Paraná sobre São Paulo, segundo colocado em todas as áreas, corresponderia a aproximadamente um ano de aprendizagem.
Em ciências, o Paraná alcançou 461,6 pontos, contra 442,6 de São Paulo. A diferença de 19 pontos corresponde, nessa aproximação, a cerca de um ano. Em relação a Santa Catarina, terceira colocada, com 430,6 pontos, a vantagem chega a 31 pontos, ou aproximadamente 1,6 ano.
Em leitura, a distância para São Paulo é de 24,3 pontos -458 ante 433,7-, correspondente a cerca de 1,2 ano pela mesma referência. Na comparação com Santa Catarina, terceira colocada, com 431,7 pontos, a diferença é de 26,3 pontos, ou aproximadamente 1,3 ano.
Em matemática, o Paraná marcou 423,1 pontos, 19,3 a mais que São Paulo, distância que corresponderia a aproximadamente um ano de aprendizagem. Minas Gerais ocupa a terceira posição, com 395,7 pontos. Nesse caso, a vantagem paranaense é de 27,4 pontos, correspondente a cerca de 1,4 ano.
Na resolução de problemas computacionais, o Paraná obteve 467,4 pontos, contra 446 de São Paulo. A diferença de 21,4 pontos corresponde a aproximadamente 1,1 ano, aplicando a referência média da OCDE. Em relação ao Distrito Federal, terceiro colocado, com 436 pontos, são 31,4 pontos de vantagem, ou aproximadamente 1,6 ano pela mesma aproximação.
A distância entre o segundo e o terceiro colocados é menor. Pela aproximação baseada nos 20 pontos, São Paulo está cerca de 0,6 ano à frente de Santa Catarina em ciências e 0,1 ano em leitura. A vantagem paulista corresponderia a 0,4 ano sobre Minas Gerais em matemática e a 0,5 ano sobre o Distrito Federal em resolução de problemas computacionais.
Os resultados mostram uma concentração dos melhores desempenhos entre unidades do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste. Paraná, São Paulo, Santa Catarina, Minas Gerais e Distrito Federal formam o grupo dos cinco primeiros colocados nas quatro áreas avaliadas, com mudanças apenas na ordem.
Na parte inferior dos rankings, predominam estados do Norte e do Nordeste. Alagoas, Roraima, Amapá, Maranhão, Bahia e Tocantins ocupam as seis últimas posições nas quatro avaliações, também com variações na ordem.
Alagoas aparece na última posição em ciências, leitura e matemática. Em resolução de problemas computacionais, fica em 25º lugar, à frente de Maranhão e Amapá.
Brasil permanece abaixo da média da OCDE
Olhando para o macro, o desempenho do Brasil ficou estatisticamente estável em leitura e matemática na comparação com 2022, enquanto ciências apresentou melhora.
A média brasileira em leitura foi de 408 pontos, ante 410 em 2022. Em matemática, passou de 379 para 377. Já em ciências, subiu de 403 para 409 pontos.
Mesmo com a melhora em ciências, o Brasil permaneceu abaixo da média dos 38 países da OCDE que participaram da avaliação: 461 pontos em leitura, 463 em matemática e 482 em ciências.
O Pisa 2025 avaliou estudantes de 15 anos e reuniu cerca de 760 mil alunos de 91 países.
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