O deputado estadual Diego Castro (PL) protocolou na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) um requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o objetivo de apurar a cobrança da tarifa de esgotamento sanitário realizada pela Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa). O pedido apresentado nesta quinta-feira (13) questiona especialmente o percentual da tarifa, que pode corresponder a até 80% do valor cobrado pelo consumo de água.
Segundo Castro, a comissão pretende verificar quais critérios técnicos e econômicos são utilizados para estabelecer o percentual e comparar a arrecadação obtida com a tarifa aos gastos e investimentos da estatal no sistema de esgotamento. “A Embasa precisa abrir essa conta para os baianos. Não é aceitável simplesmente cobrar até 80% sobre o valor da água e esperar que o consumidor pague sem saber de onde saiu esse percentual”, afirmou.
O parlamentar também relacionou a cobrança aos dados sobre a cobertura do serviço no estado. De acordo com números citados por ele, aproximadamente 42% da Bahia teria cobertura de esgotamento sanitário. “Como se chega a uma cobrança de 80% quando temos uma cobertura de esgotamento muito abaixo disso? Quem definiu esse percentual? Com base em qual estudo?”, questionou Diego Castro.
Caso seja instalada, a CPI deverá buscar informações sobre o montante arrecadado pela Embasa com a tarifa de esgoto, os investimentos destinados à expansão e manutenção da rede e o custo efetivo do serviço. O requerimento também pretende levantar a quantidade de imóveis conectados ao sistema, o volume de esgoto coletado e a parcela que passa efetivamente por tratamento.
Castro citou ainda Feira de Santana, onde uma lei municipal estabeleceu limite de 40% para a tarifa de esgoto, mas cuja aplicação é alvo de discussão judicial. Segundo o deputado, consumidores relataram neste ano a continuidade de cobranças equivalentes a 80% da conta de água. “Feira de Santana é um exemplo de por que essa discussão não pode mais ser empurrada”, declarou. Para que a CPI saia do papel, o requerimento ainda precisa atender às exigências regimentais da AL-BA, entre elas a obtenção do número mínimo de assinaturas de parlamentares.
Ao justificar a iniciativa, Diego Castro afirmou que a intenção é examinar os números da estatal e verificar se há respaldo para os valores cobrados. “Se a cobrança é justa, que provem. Se existe estudo, que mostrem. Agora, se houver abuso contra o consumidor baiano, isso precisa vir à tona e os responsáveis precisam responder”, disse. O site procurou a Embasa para que a empresa se manifestasse sobre os questionamentos apresentados pelo deputado, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.
Bahia Prefeitura de Tanquinho entrega fardamentos às equipes que disputarão a Copa Rural
Programa TRE da Bahia lança programa com transporte gratuito para eleitores com deficiência
Regularização Prefeitura de Santa Bárbara anuncia regularização de imóveis sem escritura
Campanha salarial Greve dos bancários começa na quinta após rejeição de proposta por bancos públicos
Leilão ANTT aprova edital para concessão de 653,3 km de BR-324 e 116 na Bahia
Violência Candeal inaugura Sala “Elas à Frente” para acolhimento e proteção de mulheres vítimas de violência 
Mín. 20° Máx. 31°
Mín. 19° Máx. 32°
Tempo limpoMín. 18° Máx. 31°
Tempo nublado


