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Brasil Divergências

Porta-voz de Milei diz que divergências com Brasil são políticas, não diplomáticas

Declaração foi feita após Javier Milei atacar Lula durante convenção que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro.

29/07/2026 08h56
Por: Karoliny Dias Fonte: Metro1
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Reprodução/Redes sociais
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Reprodução/Redes sociais

O governo da Argentina afirmou nesta terça-feira (28) que as trocas de declarações entre autoridades argentinas e brasileiras envolveram críticas de ambos os lados. A manifestação foi feita pelo porta-voz da Casa Rosada, Adrian Ravier, após o presidente Javier Milei chamar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de "ladrão" durante a convenção que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República.

Segundo Ravier, as divergências entre Brasil e Argentina estão relacionadas a questões políticas e ideológicas, mas, na avaliação do governo argentino, não foram transformadas em um conflito diplomático por Buenos Aires.

"Sempre houve insultos de ambos os lados. Penso que se tratam de diferenças ideológicas e políticas, mas a Argentina nunca levou essas diferenças para o âmbito diplomático", declarou o porta-voz.

O episódio ampliou a tensão entre os dois países após a participação de Milei no evento do PL, realizado em São Paulo. Durante o discurso, além de atacar Lula, o presidente argentino também chamou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, de "lixo careca" e fez críticas ao governo brasileiro e à economia do país.

Em resposta, o governo brasileiro convocou o embaixador da Argentina em Brasília para prestar esclarecimentos e chamou o embaixador do Brasil em Buenos Aires para consultas, medida normalmente adotada em momentos de desgaste nas relações diplomáticas.

Após o episódio, representantes dos dois governos continuaram trocando declarações. Milei voltou a criticar Lula por meio das redes sociais, enquanto integrantes do governo brasileiro responderam às falas do presidente argentino. Lula, por sua vez, evitou ampliar o confronto ao comentar o caso.

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