Integrantes do governo federal classificaram como “ideológica” e “inconsistente” a proposta apresentada pelo Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) para impor tarifas de 25% sobre importações brasileiras. A medida, divulgada na noite de segunda-feira (1º), ainda depende de decisão final do presidente Donald Trump. As informações são da coluna de Gustavo Uribe na CNN.
Segundo auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a orientação é que os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, da Indústria e Comércio, busquem o diálogo com o governo norte-americano. Nos bastidores, porém, diplomatas e assessores do Planalto avaliam que os Estados Unidos podem transformar uma discussão econômica em um embate político, com possíveis reflexos sobre as eleições brasileiras.
O diagnóstico do governo é que Washington pode retomar argumentos utilizados em disputas anteriores, incluindo críticas ao Pix. Politicamente, o Planalto pretende reforçar o discurso de defesa da soberania nacional e associar a proposta tarifária à recente viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos. A avaliação de aliados de Lula é que o presidente deverá apresentar o senador como alguém que atuou contra os interesses do Brasil no exterior.
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