O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), fez críticas à gestão estadual, reconheceu falhas na eleição de 2022 e comentou temas como segurança pública e cenário nacional durante entrevista concedida ontem (14) à rádio Baiana FM.
Ao avaliar o momento político da Bahia, Neto voltou a direcionar críticas ao grupo liderado pelo PT no estado e ao governador Jerônimo Rodrigues. Segundo ele, há um descompasso entre o potencial baiano e a capacidade de gestão atual. “A Bahia é um estado grande, mas tem um governo pequeno”, afirmou, ao apontar dificuldades enfrentadas pela população em áreas essenciais.
O ex-prefeito também defendeu a necessidade de mudança após duas décadas de administrações petistas. Ainda assim, adotou um tom mais moderado ao reconhecer avanços no período. “Eu não vou dizer que em 20 anos não houve nada de positivo, mas acho que já passou da hora de a Bahia experimentar um novo caminho”, disse.
Sobre a disputa eleitoral de 2026, ACM Neto avaliou que o cenário será diferente do pleito anterior, quando foi derrotado por Jerônimo Rodrigues. Na visão dele, o próximo embate deve ter como foco principal a avaliação do atual governo. “Em 2022, houve um peso muito grande do contexto nacional. Em 2026, a eleição será muito mais sobre a Bahia”, declarou.
Ao relembrar a última eleição, o ex-prefeito admitiu erros na condução da campanha e disse ter aprendido com o resultado. “Nada ensina mais do que uma derrota. Eu reconheço que cometi erros e estou muito mais preparado agora”, afirmou, ao sinalizar ajustes estratégicos para a próxima disputa.
A segurança pública foi outro ponto abordado na entrevista. Neto classificou a situação como uma das maiores preocupações da população e cobrou ações mais efetivas por parte do governo estadual. “A violência hoje é o problema número um da Bahia. Não dá mais para tratar isso com medidas paliativas”, disse, defendendo investimentos em inteligência e integração das forças policiais.
No cenário nacional, ACM Neto também comentou o ambiente político e a polarização entre grupos. Sem se colocar diretamente em um dos polos, afirmou que pretende manter uma postura equilibrada. “Eu não quero fazer política com ódio, nem com radicalismo. A população está cansada disso”, declarou.
Por fim, o ex-prefeito destacou sua experiência à frente da Prefeitura de Salvador como credencial para disputar novamente o governo estadual. “Eu sei governar, já provei isso. Salvador é um exemplo de que, com gestão séria, é possível fazer diferente”, afirmou.
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