O presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, voltou a afirmar ontem (30) que a condução recente da política monetária buscou preservar margem de atuação diante de um cenário externo mais incerto. Segundo ele, a postura adotada nas últimas reuniões do Comitê de Política Monetária permitiu manter o plano de ajustes na taxa básica de juros.
“O que nós estamos comunicando o tempo todo, é o que foi entendido aqui: essa gordura que foi acumulada com uma posição mais conservadora ao longo das últimas reuniões de Copom, permitiu, mesmo diante de novos fatos - e esses novos fatos não alteraram a circunstância como um todo, do ponto de vista da transmissão da política monetária e das incertezas que se tem sobre os efeitos de um choque de oferta com petróleo - para que a gente alterasse a nossa trajetória (de corte na Selic)”, disse.
Ele acrescentou que a autoridade monetária iniciou um processo de ajuste na condução da política monetária. “A gente decidiu seguir com a nossa trajetória e iniciar o ciclo de calibragem da política monetária”, afirmou durante evento do J. Safra Macro Day, em São Paulo.
Ao comentar o cenário internacional, o presidente do Banco Central indicou que o conflito no Oriente Médio traz efeitos sobre atividade e inflação: “O fato de o Banco Central ter aguardado, incorporado gradativamente, parece ter se mostrado mais interessante do ponto de vista de não amplificar e reverberar uma volatilidade que poderia ser gerada”.
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