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Entretenimento Falta de sexo

Marcos Oliveira, o Beiçola, faz críticas ao Retiro dos Artistas e reclama da falta de sexo

“Não se toca no assunto, porque velho é para não sentir mais prazer”, disse o ator em entrevista

26/03/2026 10h16
Por: Mayara Nayllanne
Fotos: Reprodução/Redes Sociais
Fotos: Reprodução/Redes Sociais

O ator Marcos Oliveira, o eterno Beiçola em ‘A Grande Família’, 69, expôs as dificuldades de convivência com outros moradores no Retiro dos Artistas, onde vive há cerca de um ano. Em entrevista, o artista reclamou da ausência de uma vida sexual ativa no local.

“Viver aqui é ótimo, só que tem que se adaptar. Aqui não tem uma conduta geral para conviver. E aí você vai e aguenta. Na hora do almoço, é uma refeição que eles falam pra caralh*. Gritam, a relação deles é gritar”, disse Marcos Oliveira.

“É uma coisa meio… Eu falo assim: ‘você pode sair da favela, mas a favela nunca sai de você’. O comportamento é muito mal-educado. Então eu fico quieto, vou lá, aguento numa boa, mas aqui, depois dos 70, 80 anos, não tem mais respeito, então f*da-se, deixa o pessoal falar”, pontuou o ator.

De acordo com o ator, o local não tem o costume de abordar a vida sexual na terceira idade. Ele destaca que há um estigma de que “porque é velho não sente mais prazer”. 

“A gente, que é mesmo que é velho, a sexualidade existe. No inconsciente, à noite, você tem desejos sexuais noturnos. E isso não se toca no assunto, porque velho é para não sentir mais prazer, para não ter mais relação”, acrescentou.

Marcos Oliveira passou a morar no Retiro dos Artistas após Marieta Severo, a Nenê, doar uma casa ao ator. Antes disso, o artista foi às redes sociais pedir ajuda financeira após enfrentar dificuldades. 

Diante das falas do ator, o Retiro dos Artistas se manifestou. Em nota, a instituição classificou como “infelizes” as declarações de Marcos Oliveira.

“Sobre as recentes declarações do residente Marcos Oliveira, entendemos que foram infelizes e não refletem a realidade da maioria dos nossos residentes. Ainda assim, é importante reconhecer que nem toda pessoa que precisa de ajuda se sente confortável em estar em uma posição de vulnerabilidade”, diz um trecho do comunicado. 

Atualmente, o abrigo acolhe cerca de 50 residentes.

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