Professores da rede municipal de ensino de Feira de Santana seguem mobilizados em defesa do cumprimento da tabela salarial da categoria. Durante mobilização realizada nesta quinta-feira (5), em frente à Secretaria Municipal de Educação, os trabalhadores decidiram remarcar a assembleia da categoria para a manhã desta sexta-feira (6), às 9h, na sede do sindicato.
A decisão foi tomada após a mudança no horário de uma audiência com o secretário municipal de Educação, que foi transferida para as 16h desta quinta-feira. O resultado da reunião com o governo municipal foi apresentado e debatido pelos professores durante a assembleia
Em entrevista, a presidente da APLB Sindicato em Feira de Santana, Marlede Oliveira, explicou que a mobilização da categoria ocorre em razão do descumprimento de um acordo judicial firmado no ano passado entre o município e os professores.
Segundo ela, o acordo previa que até novembro de 2025 a prefeitura regularizaria o pagamento da tabela salarial da categoria, conforme estabelece a Lei Municipal nº 094, que define a progressão salarial desde o professor com formação de nível médio até profissionais com doutorado. “A lei precisa ser respeitada. Desde 2022 o governo municipal não vem cumprindo a tabela salarial dos professores. No acordo firmado no ano passado ficou definido que até novembro a situação seria regularizada, mas até agora nada foi resolvido”, afirmou Marlede.
Foto: ASCOM / APLB
A dirigente sindical também criticou a postura da gestão municipal nas negociações. De acordo com ela, a categoria percebe uma tentativa do governo de alterar a estrutura da tabela salarial. “O que estamos percebendo é que o governo quer acabar com a tabela e não cumprir o que está previsto em lei. Inclusive foi criada uma comissão que nós não concordamos, porque tem seis representantes do governo e apenas um do sindicato”, disse.
Durante a mobilização desta quarta-feira, os professores permaneceram reunidos na Secretaria de Educação aguardando a realização da audiência com o secretário da pasta. A categoria decidiu manter o estado de mobilização até que haja uma resposta concreta da gestão municipal.
Marlede Oliveira destacou ainda que o acordo firmado anteriormente foi homologado pela Justiça, o que reforça a obrigação do município em cumpri-lo. “Nós temos um acordo assinado e homologado no Tribunal e, até o momento, o governo se recusa a cumprir. Por isso a categoria está mobilizada para garantir seus direitos”, pontuou.
A presidente da APLB não descartou a possibilidade de paralisação por tempo indeterminado caso não haja avanço nas negociações. “A categoria está em estado de grande mobilização e pode caminhar para uma greve por tempo indeterminado caso o governo continue descumprindo o acordo”, concluiu.
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