O presidente do PL na Bahia e ex-ministro da Cidadania, João Roma, criticou o desfile de escola de samba que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Marquês de Sapucaí e afirmou que o episódio levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos em eventos com viés político-partidário.
Para Roma, a situação é ainda mais grave porque há patrocínio do governo federal às escolas de samba, o que, segundo ele, exige responsabilidade redobrada. “Se há recursos federais envolvidos, não é aceitável que isso sirva para construir narrativa política favorável ao próprio presidente. Carnaval é festa do povo, não é peça de marketing institucional”, disse.
“O Carnaval é patrimônio cultural do povo brasileiro, não pode ser transformado em palanque político financiado com dinheiro público. Quando há patrocínio federal envolvido, é preciso ter responsabilidade. Não se trata de cercear a arte ou a liberdade cultural. Trata-se de impedir que recursos públicos sejam usados para promover uma figura política específica. Isso cria um desequilíbrio e fere o princípio da isonomia, principalmente em ano eleitoral”, acrescentou.
Segundo Roma, utilizar uma das maiores vitrines culturais do Brasil para exaltar o chefe do Executivo com recursos públicos demonstra que o PT “não tem escrúpulos quando se trata de transformar tudo em palanque político”.
“Quando você utiliza uma festa popular financiada com dinheiro público para promover o presidente da República, isso deixa de ser manifestação cultural e passa a ser propaganda institucional travestida de arte. Isso é um ataque à institucionalidade do país e mostra que o PT não tem limites nem escrúpulos na utilização da máquina pública para se promover”, afirmou.
João Roma também criticou a forma como o ex-presidente Jair Bolsonaro foi retratado no desfile, classificando como pejorativa e desrespeitosa a abordagem adotada. “Além de promover Lula, o desfile ainda tratou Bolsonaro de maneira pejorativa, reforçando uma narrativa política unilateral. Isso é incompatível com o espírito democrático que deveria marcar um evento cultural”, declarou.
Roma ressaltou ainda que, no campo jurídico, há uma diferença fundamental que, segundo ele, precisa ser lembrada. “É preciso lembrar que quem foi condenado por corrupção foi Lula, não Bolsonaro. Transformar o Carnaval em palco para atacar um ex-presidente que nunca foi condenado por corrupção e exaltar alguém que já teve condenações anuladas por questões processuais é, no mínimo, uma inversão moral que precisa ser questionada”, salientou.
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