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Sexualidade é um conjunto de desejos, identidades, expressão, prazer e relações. Ao longo do tempo, a sexualidade feminina foi marcada pela ideia de ausência de desejo, que é um mito, pois as mulheres sentem desejo, mas não da mesma forma que os homens, e as formas femininas de sentir, expressar e viver o desejo são variadas. Essas diferenças costumam ser mal interpretadas. Um dos problemas é a ideia de que o desejo feminino é inato, um espírito libidinoso a ser despertado.
A pressão da sociedade e a educação também influenciam. Discussões abertas e honestas sobre desejo e prazer são importantes e podem ser feitas de forma respeitosa. Se ainda houver dúvidas, é válido procurar resposta, por exemplo, em livros, sites ou profissionais como sexólogos, educadores e psicólogos. A sexualidade é uma questão pessoal e deve ser discutida com quem se sente à vontade.
Todo ser humano possui sexualidade, independentemente da idade, da condição física, da orientação sexual ou da situação de vida. Ela é construída por meio de um conjunto de desejos, de orientações, de identidades e de relações. Em cada cultura e sociedade, esse conjunto é moldado por diferentes regras e normas (subculturas). Ao longo da vida, esses desejos e esses modos de se relacionar adaptam-se e mudam. Não existe sexualidade certa ou errada, normal ou doente; cada um tem a sua. Cada um é o que é e sente o que sente, de acordo com a sua liberdade interior.
O desejo é, na verdade, a vontade, a curiosidade e a busca de uma experiência, de um sentimento, muitas vezes novo. Desejar não é nem pode ser um drama para um ser humano. O que é necessário é que se tenha a liberdade de viver o desejo, de o experimentar e de o satisfazer. O espírito libidinoso, além de tudo, é um presente da vida, é a energia que se renova, que impulsiona para o novo.
A palavra “libido” não deve ser entendida como no sentido vulgar de um impulso sexual que leva à procura de um prazer a qualquer preço. Para quem tem esse espírito, a vida é uma aventura, é uma oferta a experimentar. O libido é a energia com que se entrava em cada nova aventura da vida e essa nova aventura é aguardada com entusiasmo! O espírito libidinoso é a energia que leva a fazer novos amigos, a ter um novo amor, a enfrentar um novo tipo de sofrimento.
Quando se usa a expressão espírito libidinoso para se referir ao desejo, ela não deve ser interpretada de forma vulgar, como uma condenação ou uma justificativa para se agir de qualquer forma e irresponsavelmente. A energia do desejo pode levar a alimentos, a entretenimento, à cultura, ao conhecimento, à arte e ao prazer de corpo.
A energia é a mesma, a aplicação é que pode ser diferente. A curiosidade é natural a quem não possui um desejo sexual e é estimulada em quem o possui pelo desejo por uma pessoa ou por outra qualquer que despertem um interesse, não importa qual o significado dessa experiência. Essas experiências são quentes e intensas, mas não guardam a intensidade de uma pessoa que não deseja e que, por isso, experimenta a vida numa temperatura mais amena.
Existem muitos mitos sobre o desejo sexual das mulheres. Por exemplo, costumam dizer que ele não deve aparecer antes da adolescência, que é dependente do parceiro ou que ele deve ser reprimido. No entanto, sexólogos já perceberam que o desejo feminino pode aparecer antes da adolescência, que é independente do parceiro e que é mais intenso em contextos onde costuma ser aceito e expresso. É bom lembrar que não é desejável ou natural para todas as mulheres sentir desejo. Cada ser humano é livre e diferente. O importante é não deixar que as crenças, comportamentos e discursos que levam à negação ou ao preconceito sejam tidos como verdade.
Um modo simples de se aproximar do assunto é perceber que a sexualidade feminina é marcada pelo mesmo espírito libidinoso que também pode ser encontrado nos homens. O desejo é uma experiência muito particular que não deve ser julgada como certa ou errada. A palavra “libido” oriunda do latim significa “prazer”.
É comum pensá-la como um impulso sexual ou um instinto que leva um ser humano a buscar o ato sexual. Esse impulso pode estar presente ou não em um dado momento, mas é mais profundo do que isso. Nos homens e nas mulheres, o desejo é uma manifestação de energia, curiosidade e prazer em relação a si mesmos, aos outros e a tudo que os cerca. Essa energia se apresenta de formas variadas, e cada um possui seu próprio signo.
Cultura e educação influenciam a sexualidade das mulheres. Desde pequenas, elas são ensinadas a não demonstrar o desejo. Se fizerem isso, não são aceitas. Muitas até têm medo do desejo. Com o tempo, isso se transforma em um padrão. Mas a aceitação do desejo feminino é uma questão cultural. Nos últimos anos, a ideia de que as mulheres não têm desejo tem sido desmentida por várias pesquisas. Mesmo assim, o desejo feminino ainda é visto com estranheza.
Sabendo disso, é de se esperar que as mulheres se sintam à vontade para vivenciar seu desejo e sua libido, não só em relações com outros, mas também com elas mesmas. A forma como as regras sociais são impostas molda a forma como as pessoas se relacionam.
Entender a sexualidade feminina é, na verdade, entender sexualidade. Uma sexualidade sadia é liberdade e valor. Liberdade para vivenciar a sexualidade à sua maneira, respeitando (e respeitando-se) na busca do prazer, de compartilhar o desejo e o amor. Esse valor é pessoal e intransferível. Não é, nem deve ser, comparável. Cada um é diferente. Não existe certo ou errado, muito ou pouco. O importante é ser feliz!
Por Alberto Peixoto
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