Um grupo envolvido em furto de petróleo da empresa Transpetro é alvo da 'Operação Haras do Crime', deflagrada nesta quinta-feira (22), em sete estados do país, incluindo Sergipe, no Nordeste. A ação busca cumprir 13 mandados de prisão e 29 de busca e apreensão contra integrantes do bando.
Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), o grupo passou a ser investigado em junho de 2024, quando policiais militares se dirigiram à Fazenda Garcia, espólio do falecido contraventor Waldemir Paes Garcia, em Guapimirim, para verificar a informação de que um grupo com cerca de 15 pessoas armadas estaria furtando petróleo do duto que passa no interior da propriedade.
"Ao ingressarem no local, os policiais encontraram dois caminhões-tanque carregados com o combustível fóssil. De acordo com a Transpetro, o prejuízo apurado apenas nessa operação foi de R$ 5,8 milhões, sobretudo com medidas de reparo e segurança dos dutos", disse a instituição.
Ainda de acordo com o MPRJ, as investigações também apontaram que pelo menos 15 empresas localizadas em diversos estados contribuíram com esquema criminoso, especialmente no contexto da lavagem de dinheiro obtido com o furto de petróleo, sendo utilizadas para a receptação do produto, o transporte e a emissão de notas fiscais fraudulentas.
As ordens judiciais são cumpridas em cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Espírito Santo, Maranhão e Sergipe.
Modus operandi
Por meio de nota divulgada à imprensa, a Polícia Civil do RJ detalhou como era a atuação do grupo. "O modus operandi identificado pela investigação demonstrou a existência de um ciclo criminoso integrado, que se iniciava com a perfuração clandestina do duto e a proteção armada do ponto ilegal. Depois, era realizado um carregamento rápido do petróleo em caminhões-tanque e, assim, era concretizado o transporte clandestino do produto por rotas interestaduais. Por fim, o insumo era comercializado mediante notas fiscais falsificadas, emitidas por empresas fachadas", informou.
Ainda segundo a instituição, durante as investigações foram comprovadas tentativas de intimidação reiteradas de testemunhas, destruição de provas eletrônicas e ocultação de equipamentos utilizados na prática.
"Foi identificado que o núcleo operacional da organização criminosa também foi escolhido de forma estratégica. O endereço é situado em uma fazenda no município de Guapimirim, na Baixada Fluminense, onde passa um trecho do oleoduto. O local, inclusive, pertence a uma família de contraventores, o que demonstrou a dificuldade de fiscalização na localidade", disse a Polícia Civil.
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