
O Brasil permanece entre os dez países com mais azeites premiados no mundo e aparece, em 2025, como o terceiro com a empresa mais reconhecida do setor, segundo a Evoo World Ranking, divulgada na sexta-feira (14).
O levantamento avalia azeites, fazendas e países que conquistaram mais prêmios em concursos internacionais ao longo de um ano.
Na edição de 2025, o Brasil ficou em 6º lugar entre os países mais premiados, somando 264 conquistas em 21 competições — atrás de Itália, Espanha, Turquia, Grécia e Portugal. Em 2024, o país havia alcançado o Top 5, mas perdeu uma posição nesta edição.
Apesar da boa colocação, o Brasil ainda produz pouco azeite: cerca de 99% do consumo nacional depende de importações, principalmente de Portugal e Espanha. Mesmo assim, a produção local tem chamado atenção pela alta qualidade.
Fazendas brasileiras no pódio
O país também teve destaque entre as empresas. A Estância das Oliveiras, no Rio Grande do Sul, conquistou o 3º lugar no ranking mundial, ficando atrás da turca Nova Vera Gida ve Tarim San. Tic e da portuguesa Gallo Worldwide.
"Se alguém me dissesse, há 25 anos, quando plantei as primeiras oliveiras para ter um azeite honesto na mesa da família, que um dia estaríamos no pódio mundial, seria difícil acreditar", afirmou Lucídio Goelzer, fundador da Estância.
Ranking por tipos de azeite
A Estância das Oliveiras também apareceu com força no ranking por tipo de azeite: sete de seus produtos ficaram entre os 100 melhores do mundo.
Depois dela, aparecem a Essenza Agroecológico, de Santo Antônio do Pinhal (SP), com três azeites, e as Fazendas do Azeite Sabiá, da mesma cidade, com um produto listado.
Nenhum azeite brasileiro entrou no Top 10 da categoria — as primeiras colocações ficaram com rótulos da Espanha, além de representantes de Portugal (9º) e Turquia (10º).
Como funciona o ranking
Criado pela Associação Mundial de Jornalistas e Escritores de Vinhos, Licores e outros (WAWWJ), o Evoo World Ranking reúne apenas competições presenciais e internacionais.
Eventos virtuais ou classificações produzidas por livros e revistas não são considerados. O ranking também destaca concursos por continente e número de países participantes, com o Mario Solinas, do Conselho Internacional do Azeite, sendo o mais prestigiado.
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