Uma megaoperação das polícias Civil e Militar nos complexos da Penha e do Alemão, na zona norte do Rio, deixou 56 mortos nesta terça-feira (28), entre eles quatro policiais e 52 suspeitos, sendo dois da Bahia, segundo a Polícia Civil. Outras oito pessoas ficaram feridas, incluindo quatro moradores.
O objetivo da ação é cumprir mandados de prisão contra integrantes do Comando Vermelho (CV) — 30 deles de fora do Rio — escondidos nos dois conjuntos de favelas, apontados como bases do projeto de expansão territorial da facção. Até o fim da manhã, 81 pessoas haviam sido presas e 42 fuzis apreendidos.
A operação, batizada de Contenção, mobiliza 2,5 mil agentes das forças de segurança e promotores do Gaeco/MPRJ. O governo estadual afirmou que o confronto representa “uma mudança no padrão de enfrentamento” contra as facções criminosas.
Durante a ação, traficantes usaram drones para lançar granadas contra equipes da Core e do Bope, em um cenário descrito como “típico de guerra”. Segundo o governador Cláudio Castro (PL), o Rio de Janeiro não tem mais condições de atuar sozinho no combate ao crime organizado.
“Essa operação de hoje tem muito pouco a ver com Segurança Pública. É uma operação de Estado de Defesa. É uma guerra que está passando os limites de onde o Estado deveria estar sozinho defendendo. Para uma guerra dessa, que nada tem a ver com a segurança urbana, deveríamos ter um apoio maior e até das Forças Armadas. O Rio está sozinho nessa guerra”, declarou Castro.
O governador afirmou ainda que pediu três vezes apoio de blindados da Marinha e do Exército, mas teve o pedido negado pelo governo federal. Integrantes da gestão Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliam que as falas de Castro têm tom político e indicam movimento antecipado para as eleições de 2026.
Entre os mortos estão dois policiais civis e dois agentes do Bope. Quatro moradores também foram atingidos, mas não correm risco de morte.
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